A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou, nesta sexta-feira (5), seu relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, relativo ao mês de novembro. No documento, o diretor-executivo da entidade, Néstor Osorio, informa que os fundamentos de mercado continuam favoráveis para uma relativa firmeza nos preços. "A produção total na safra 2007/2008 foi de 115,4 milhões de sacas enquanto a demanda mundial é estimada em 125 milhões de sacas no ano de 2007", expôs.
No que se refere ao ciclo cafeeiro 2008/2009, já iniciado em todas as nações produtoras, o diretor-executivo da OIC elevou as projeções da entidade para 132,494 milhões de sacas, volume 14,83% superior ao produzido na temporada anterior e 4,47% maior do que a safra 2006/2007.
Já em relação à temporada 2009/2010, ele mencionou o anúncio oficial da Conab, para o Brasil, na próxima segunda-feira, dia 8, e disse que iniciará as projeções para a safra mundial à medida que receber informações dos demais países produtores. "Espera-se uma redução na produção brasileira no ano safra 2009/10, atendendo ao ciclo bienal de produção do arábica. Além disso, os recentes distúrbios climáticos na América Central e na Colômbia terão impacto negativo sobre a produção 2008/09, especialmente na Colômbia, que foi seriamente atingida", antecipou Osorio, completando que, "no geral, a oferta mundial diminuirá, ao passo que a demanda seguirá crescendo".
Custos
Ainda de acordo com o diretor-executivo da OIC, espera-se que o preço dos fertilizantes diminua, reduzindo, dessa forma, os custos de produção em alguns países exportadores. "Na Colômbia, o Governo e a Federação Nacional de Cafeicultores assinaram, recentemente, um acordo destinado a prestar assistência aos produtores por meio de um mecanismo de proteção que garanta preço mínimo de 500 mil pesos por 125 kg (equivale a aproximadamente US$ 0,78 por libra)", comunicou.
Desenvolvimentos recentes nas taxas de câmbio dos principais países produtores refletem uma acentuada valorização do dólar norte-americano frente às moedas locais. "Em alguns países, um dólar forte permite melhorias na competitividade do setor exportador e gera renda. No entanto, ele também contribui para o aumento nos custos dos insumos e equipamentos agrícolas necessários para o café, o que, possivelmente, reduz investimentos e causa efeito negativo sobre o volume e a qualidade da produção futura", explicou Osorio, que completou projetando que a recente queda dos preços do petróleo deve exercer pressão sobre os preços do adubo, "mas, até agora, o decréscimo foi insuficiente para contrabalançar o impacto da valorização do dólar".
Concluindo o relatório, ele salientou que o equilíbrio entre oferta e demanda prevalente em 2008/09 foi a base de certa resistência à pressão baixista - sobre os preços sustentados do café - atribuída, principalmente, à liquidação financeira dos valores mobiliários em um clima macroeconômico instável. "Apesar da maior produção no ano safra 2008/09, não houve excedente no mercado, uma vez que o maior número de café será usado para reconstituir os estoques, bem como para atender às necessidades de consumo interno e das exportações", finalizou Osorio.
OIC eleva estimativa à safra 2008/09 para 132,5 mi/scs
A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou, nesta sexta-feira (5), seu relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, relativo ao mês de novembro. No documento, o diretor-executivo da entidade, Néstor Osorio, informa que os fundamentos de mercado continuam favoráveis para uma relativa firmeza nos preços. "A produção total na safra 2007/2008 foi de 115,4 milhões de sacas enquanto a demanda mundial é estimada em 125 milhões de sacas no ano de 2007", expôs.
Publicado por: CaféPoint
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