OIC: Brasil quer Robério para reconquistar espaço

A candidatura do brasileiro Robério Silva para o cargo de diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), em eleição prevista para o fim deste mês, na sede da entidade, em Londres, está sendo encarada com otimismo pelo setor cafeicultor e como uma forma de o Brasil voltar a ter representatividade no mercado internacional.

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A candidatura do brasileiro Robério Silva para o cargo de diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), em eleição prevista para o fim deste mês, na sede da entidade, em Londres, está sendo encarada com otimismo pelo setor cafeicultor e como uma forma de o Brasil voltar a ter representatividade no mercado internacional. "Esta posição abre caminhos para o Brasil lá fora, tanto para que o país tenha projetos próprios e financiamento aprovados, como efetivamente seja ouvido na condução da política do setor", avaliou Francisco Ourique, presidente da XFor, organizadora do 6º Seminário Internacional do Café, que ocorreu essa semana no Rio, e que prestou homenagem a Robério Silva.

O candidato brasileiro e atual diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura concorre ao posto com G. V. Krishna Rau (Índia) e Rodolfo Trampe Taubert (México). O novo diretor-executivo da OIC será eleito durante a 107ª sessão do Conselho Internacional do Café, programada para 26 de setembro, em Londres. "Temos um trabalho bastante reconhecido no setor e o Brasil tem um forte número de eleitores por ser o maior país produtor. Estamos, portanto, bastante confiantes, mesmo sabendo que os demais concorrentes são bem fortes", disse Robério Silva.

Como principal plataforma de sua candidatura, Robério Silva defende a cooperação entre os membros da OIC com foco no crescimento do setor cafeeiro mundial no contexto dos três pilares da sustentabilidade: econômica, social e ambiental. "Discutir a sustentabilidade no âmbito da OIC é tarefa prioritária", comentou Silva.

A candidatura de Robério Silva foi oficializada pelo governo brasileiro em 24 de janeiro deste ano na sede da OIC. Economista, Silva já exerceu, por oito anos, o cargo de secretário-geral da extinta Associação dos Países Produtores de Café (APPC), também com sede em Londres. O mais recente brasileiro a ocupar a OIC foi Celsius Lodder em 2000. Atualmente, o brasileiro José Sette é o diretor-executivo interino. Sette assumiu o posto no ano passado depois que o colombiano Nestor Osório deixou a OIC para representar seu país na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A OIC é o único organismo intergovernamental a serviço do café, que congrega países produtores e consumidores. A organização foi estabelecida em Londres em 1963, em virtude da grande importância econômica do café na época, com a finalidade de estabilizar o mercado e evitar graves consequências políticas e econômicas em diversos países produtores. A entidade reúne 77 países que representam 97% da produção mundial e cerca de 80% do consumo global de café. O próximo diretor-executivo vai cumprir o mandato de cinco anos entre 2011 e 2016.

As informações são da Agência Estado, editadas pela Equipe CaféPoint.
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