OIC: Brasil foca sustentabilidade econômica
Na abertura dos trabalhos do Conselho da Organização Internacional do Café, o Brasil tornou clara sua intenção de introduzir uma agenda de ações que foquem a sustentabilidade econômica na cafeicultura mundial.
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A postura adotada pelo Brasil na abertura dos trabalhos da reunião do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC) surpreendeu a todos, segundo informaram os representantes da delegação brasileira presentes em Londres, Inglaterra.
O deputado federal Carlos Melles, presidente da Frente Parlamentar do Café, em estreita articulação com os membros do Itamaraty e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - representado pelo secretário-executivo José Gerardo Fontelles -, fez o pronunciamento inicial, elucidando a nova prioridade brasileira no âmbito da entidade. "O discurso surpreendeu os países produtores e consumidores ao apresentar clareza quanto à nova prioridade do Brasil na OIC, que é a de introduzir uma agenda de ações de sustentabilidade econômica na cafeicultura mundial", explicou Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC).
Ao esclarecer o assunto em reunião com os representantes dos países exportadores, o parlamentar pontuou que a única forma dos produtores de café saírem da situação financeira em que se encontram é passarem a ter preços remuneradores e que cabe a OIC um papel efetivo nessa direção. "A declaração do presidente da Frente Parlamentar foi seguida de reações positivas de várias delegações de países produtores, os quais solicitaram que o Brasil assuma o seu papel de líder e empreenda, nesse sentido, negociações econômicas efetivas na Organização Internacional do Café", mencionou Ximenes.
No período da tarde, Melles repetiu seu discursou ao Conselho da OIC e a reação dos países membros foi muito boa e receptiva. "Tanto que, no curso da evolução dos trabalhos do Conselho, as delegações norte-americana, suíça, africanas e outras foram incorporando, às estruturas das ações da Organização, a questão da sustentabilidade econômica", relatou o presidente do CNC.
Finalizando, Ximenes ponderou que, por se tratar de uma organização multilateral, muito trabalho e negociações terão que ocorrer, nos próximos meses, de forma que o espírito instalado na presente reunião se transforme em ações concretas no âmbito da OIC.
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