OIC avalia efeitos da crise no consumo de café

A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou documento em que analisa os efeitos da crise econômica sobre o consumo mundial de café. Entre outras conclusões, a OIC avalia que as grandes indústrias estão competindo por meio da redução de preço do produto para não perder mercado ou diminuir as vendas, mesmo em detrimento do aperto no lucro.

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A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou documento em que analisa os efeitos da crise econômica sobre o consumo mundial de café. Entre outras conclusões, a OIC avalia que as grandes indústrias estão competindo por meio da redução de preço do produto para não perder mercado ou diminuir as vendas, mesmo em detrimento do aperto no lucro.

Segundo a OIC, o consumo está se segurando bem em regiões como América do Norte, Europa e Japão, que representam cerca de 58% da demanda global. "Em vez de limitar a compra do produto, consumidores estão mais propensos a mudar o hábito de tomar café fora do lar e trocar marcas mais caras por outras mais baratas", informa a OIC. Essa tendência voltada para marcas mais baratas é confirmada pela oferta de descontos no varejo nos últimos meses e pela redução no faturamento do setor de grãos especiais no último trimestre de 2008.

A OIC observa que nos países produtores de café, que representam cerca de 26% do consumo mundial, a situação é diversificada. Em algumas nações, os preços do café caíram em moeda local e o consumo pode, portanto, ser estimulado. No Brasil, o maior mercado entre países produtores, a desvalorização do real tem mantido os preços do café verde nos níveis anteriores aos da crise. "Como um todo, não é esperado nenhum grande impacto negativo no consumo nesses mercados", diz a OIC.

O relatório considera ainda que é incerta a situação do consumo de café em países emergentes, como Rússia e China. No entanto, corte na demanda pelo produto pode ocorrer em caso de desemprego generalizado e instabilidade econômica.

No caso específico da Rússia, o principal mercado de café entre os emergentes, existem informações que relatam a dificuldade na oferta de crédito, em especial no setor de distribuição de alimentos. No entanto, dados recentes indicam que o consumo de café na Rússia está voltando ao normal, embora o panorama geral seja incerto e "particularmente vulnerável a uma possível desvalorização do rublo". A China é considerada pequeno mercado consumidor de café, cujo desempenho não deve influenciar o comércio internacional do produto de modo significativo no curto prazo.

Produção

O documento da OIC revela ainda o impacto da crise econômica na produção de café. De acordo com o relatório, nos últimos anos a produção de café foi caracterizada por grandes aumentos de custos de produção, principalmente por causa do aumento dos preços dos fertilizantes, transporte e mão de obra.

Paralelamente, a produção, que atualmente é suficiente para atender a demanda, mas não o será se for mantida a taxa de crescimento anual do consumo de 2,5% no passado recente. Nesse sentido, a OIC considera necessário o desenvolvimento de mecanismos financeiros de apoio, em particular ao pequeno produtor, que corre mais risco em um mercado volátil, e diante de um contexto de contração do crédito.

As informações são da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Cláudio José da  Fonseca Borges
CLÁUDIO JOSÉ DA FONSECA BORGES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/02/2009

Resumo da Ópera :

- a oferta está e deve continuar maior que a demanda, que está estabilizada.

- dessa forma não espere aumento nos preços

- daqui a pouco começam as especulações sobre o tamanho da próxima safra

- os números das safras obtidos pela Conab, quando comparados aos números do resto do mundo não batem nunca - e os investidores seguem qualquer número, menos os da Conab. Por falar nisso, estão nos devendo os números finais e oficiais realizados na safra passada para compararmos com os da Conab e com os do resto do mundo. Precisamos conhecer a realidade!

- O salário mínimo vai aumentar.

- As exigências de segurança para o transporte das turmas vão aumentar também e tendem a ficar mais caro.

- E as nossas lideranças só conseguem viabilizar mais linhas de crédito que se tornarão mais inadimplência quando vencerem.

Insisto que o Problema da Cafeicultura é estrutural, e a saída é governamental, atráves de subsídios a serem pagos diretamente ao produtor sem intermediários.