Oferta restrita faz preços do café decolarem

As cotações do café arábica voltaram a subir fortemente nesta terça-feira (21) no mercado internacional, em função da possibilidade de a próxima safra brasileira ser prejudicada pelo clima, além da quebra de produção na Índia. Na bolsa de Nova York o vencimento março/10 teve valorização de 920 pontos, a maior alta em 13 anos e meio, fechando a 233,85 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 407,55, com forte valorização de R$ 8,64, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês a variação acumula alta de R$ 46,82/saca.

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As cotações do café arábica voltaram a subir fortemente nesta terça-feira (21) no mercado internacional, em função da possibilidade de a próxima safra brasileira ser prejudicada pelo clima, além da quebra de produção na Índia.

Na bolsa de Nova York o vencimento março/10 teve valorização de 920 pontos, a maior alta em 13 anos e meio, fechando a 233,85 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para maio/11 terminaram o pregão a 235,25 centavos de dólar por libra-peso, com forte alta de 915 pontos.

Com a oferta de grãos do tipo arábica já estreita neste ano, uma safra menor no Brasil deixaria os estoques mundiais ainda mais apertados.

Os temores a respeito da safra brasileira foram reforçados após a Somar Meteorologia informar que as chuvas da semana passada favoreceram o aparecimento dos primeiros focos de ferrugem nos cafezais. Mais precipitação, de volume baixo, mas constante, está prevista nos próximos dias em todas as regiões cafeeiras da região Sudeste. Isso deve favorecer a proliferação do fungo da ferrugem nas folhas dos cafeeiros, diz a Somar. Já no extremo oeste do Triângulo Mineiro, a baixa umidade do solo, provocada pela escassez de chuvas, está comprometendo o pleno desenvolvimento do cafezal e as temperaturas elevadas têm provocado o abortamento de alguns frutos. Em algumas áreas do cerrado mineiro já se registra quebra de até 20% na produtividade.

Segundo um leitor do CaféPoint, produtor de café na Mogiana de São Paulo, a bela florada enganou bem os produtores, pois o pegamento dos chumbinhos está muito ruim devido a seca.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou o mercado internacional e os preços também decolaram. O vencimento março/11 registrou valorização de US$ 11,15, fechando a US$ 284,75 a saca. Os contratos com vencimento maio/11 registraram alta de US$ 11,15, fechando a US$ 289,65 a saca.

Na bolsa de Londres o preço do robusta foi puxado pela forte alta na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em janeiro subiu 0,71%, fechando a US$ 1.990/ton. O vencimento março/11 registrou valorização de 1,01%, sendo cotado a US$ 2.010/tonelada.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

Segundo Infomoney, rendendo-se ao forte otimismo visto nos mercados, o dólar (PTAX) conheceu nesta terça-feira (21) sua segunda desvalorização consecutiva, fechando cotado na venda a R$ 1,6966 - queda de 0,63%. O bom humor visto na sessão reflete a sinalização de ajuda à União Europeia dada pelo governo chinês. Por aqui, intervenção do Banco Central, inflação e projeções econômicas ficaram em destaque.

Mercado interno

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 407,55, com forte valorização de R$ 8,64, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês a variação acumula alta de R$ 46,82/saca.

Mercado segue firme diante preocupações com oferta de café, visto que estoques estão baixos e os principais países produtores tem enfrentado dificuldades e quebra de produção em função de adversidades climáticas.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal O Estado de S.Paulo
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