Oferta mundial estreita dá suporte ao mercado de café

Cotações do café encerram a semana em alta nos mercados futuro e físico. Em Nova York, o primeiro vencimento, maio/10, teve alta de 125 pontos, fechando o último pregão da semana a 137,40 centavos de dólar por libra-peso, na quinta-feira(01). A saca de 60 quilos do café arábica fechou a R$ 280,65, com leve alta de 0,30%, segundo o indicador Cepea/Esalq. Segundo traders, a oferta global justa segue a oferecer alguma sustentação aos preços.

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Em Nova York, o primeiro vencimento, maio/10, teve alta de 125 pontos, fechando o último pregão da semana a 137,40 centavos de dólar por libra-peso, na quinta-feira(01). Os contratos para julho/10 terminaram o pregão a 139,05 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 120 pontos frente as cotações da véspera.

Conforme relato da agência Dow Jones Newswires, a valorização do café em NY foi garantida por compras técnicas e especulativas. No lado dos fundamentos, a oferta global justa segue a oferecer alguma sustentação aos preços, conforme traders nova-iorquinos.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o último pregão da semana em alta. O primeiro vencimento, maio/10, registrou valorização de US$ 1,15, fechando a US$ 169,65 a saca. Os contratos com vencimento setembro/10 tiveram alta de US$ 1,20, fechando a US$ 163,85.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café arábica

Figura 2


Dólar

O dólar iniciou o mês de abril enfraquecido diante do real. A moeda americana registrou a quarta queda consecutiva, refletindo o otimismo trazido pela alta na produção industrial da China, da zona do euro, dos Estados Unidos e do Brasil, o que favoreceu o desempenho das commodities e das ações. O dólar recuou 0,61%, sendo cotado à R$ 1,7690.

Gráfico 2. Cotação do dólar (R$)

Figura 3


Mercado físico

A saca de 60 quilos do café arábica fechou a R$ 280,65, com leve alta de 0,30%, segundo o indicador Cepea/Esalq. O mercado doméstico não apresentou muitas negociações nesta quinta-feira (01).

Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico

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bruno jose alves
BRUNO JOSE ALVES

CAPUTIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 05/04/2010

Respondendo à pergunta feita pela Equipe CaféPoint, queria relatar como está a situação das lavouras no município de Caputira-MG, região leste de minas. Devido ao período prolongado de estiagem ocorrido nos meses de janeiro e fevereiro, sendo quase 60 dias sem precipitação considerável, as lavouras sentiram fortemente o déficit hídrico, o que contribuiu negativamente para granação do café. Os trabalhos de colheita ja iniciaram em algumas propriedades a vários dias, motivado basicamente por dois fatos: um deles é que a estiagem provocou um definhamento dos cafeeiros, que por estarem com elevado índice de chochamento dos grãos, da ordem 30 a 40%, e com a alta carga pendente levou os cafeicultores a antecipar a colheita na tentativa de aliviar as plantas para que não ocorre maior comprometimento da próxima safra. O outro fato é que desde que as chuvas voltaram a ocorrer na região os grãos das primeiras floradas que ja estão no ponto de serem colhidos estão caindo no chão, ou seja, o café que não sofreu com a estiagem e por isto se encontra perfeitamente formado está sendo perdido ou tendo sua qualidade prejudicada, uma vez que este café permanecerá no chão até que as condições climáticas permitam que ele seja recolhido. Na segunda quinzena do presente mês a colheita deve iniciar em todo o município, mas já é possível fazer algumas afirmações. A quebra na safra deverá ficar em torno de 30% pelo menos, o café colhido não será de excelente qualidade e boa parte do café será recolhido no chão. E para complicar ainda mais a previsão por enquanto é que o tempo não deve melhorar nos próximos dias para a colheita do café. Assim o futuro dessa colheita continua ainda muito incerto. Vamos aguardar a evolução dos trabalhos para termos respostas mais conclusivas.