Oferta de café de qualidade continua restrita
As preocupações do mercado em relação à disponibilidade de cafés de qualidade ficaram ainda maiores na última sexta-feira (03). A Federação Nacional dos Produtores de Café da Colômbia informou que no ano que vem a disponibilidade de café do país - segundo maior produtor da variedade arábica do mundo - será 7,6% menor que o volume colhido em 2010. Além da situação colombiana, a atual realidade do mercado combina ainda problemas climáticos no Vietnã e uma safra de ciclo baixo no Brasil.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Hector Falla, diretor executivo da federação de produtores na Província de Huila - segunda maior região produtora da Colômbia -, disse que a produção nacional cairá de 9,2 milhões para 8,5 milhões de sacas. O motivo para a redução são as chuvas que atingiram as regiões produtoras, consideradas as piores nas últimas três décadas, conforme a Bloomberg. "É um efeito do clima. As chuvas que estão ocorrendo não permitem que as flores do café se desenvolvam", disse.
Existia uma expectativa que em 2011 a Colômbia se recuperaria de uma série de safras ruins. Em 2008, a safra de café do país sul-americano foi de apenas 7,8 milhões de sacas, a menor desde 1976. Em janeiro de 2010, a estimativa projetada era de uma oferta de 12 milhões de sacas para o ano, volume que foi revisado para 9,5 milhões de sacas. Mas, em se confirmando as 8,5 milhões de sacas, será o terceiro ano consecutivo de perdas para o país.
A disponibilidade de café da Colômbia é tão crítica que, para preservar as exportações de seu produto, muito valorizado no mercado internacional, o país está importando do Brasil. Entre janeiro e outubro saíram dos portos brasileiros com destino à Colômbia 16,5 mil sacas, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Dessa forma, os exportadores colombianos importam do Brasil por um preço médio de US$ 1,9062 por libra-peso e embarcam sua produção a um valor médio de US$ 2,4402 por libra-peso, obtendo nessa operação uma margem de quase 30%.
E é a redução da disponibilidade de café, especialmente de maior qualidade, que tem influenciado diretamente os preços na bolsa de Nova York.
Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) mostram que apenas no mês de novembro os ganhos acumulados foram de 8,54%. Somente em 2010 a valorização chega a 44,21%; em 12 meses, a 48,21%. Além da situação colombiana, a atual realidade do mercado combina ainda problemas climáticos no Vietnã e uma safra de ciclo baixo no Brasil, país que se transformou em uma opção ao ainda famoso, mas já não tão disponível, café colombiano.
A reportagem é de Alexandre Inacio, para o jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 06/12/2010

PERDÕES - MINAS GERAIS
EM 06/12/2010