Oeste da Bahia receberá Universidade Illy

Alessandro Bucci, responsável pela compra de café pela empresa no Brasil e na Ásia diz que não entende como Luís Eduardo não é ainda um grande fornecedor da Illy. "Acredito que seja uma questão de falta de comunicação entre os produtores e a nossa empresa. O Oeste da Bahia tem boa produção e, principalmente , os produtores têm a mente aberta para enfrentar novos desafios". Alessandro Bucci acredita que a partir desta visita as relações de parceria vão se estreitar ainda mais, beneficiando a empresa, os produtores e, principalmente, o município.

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A iniciativa de implantar, em Luís Eduardo Magalhães/BA, a Universidade Illy surgiu durante a visita do grupo italiano ao município, entre os dias 23 e 25 de abril. Recebidos pelo prefeito Humberto Santa Cruz e pela diretoria da Bahia Coffee Produtores Associados, os representantes da Illy percorreram diversas fazendas e realizaram provas em dezenas de lotes de café. O objetivo foi ampliar as relações comerciais com a região Oeste da Bahia e estreitar os laços de parceria.

A Universidade Illy capacita produtores e trabalhadores rurais a produzir café de excelente qualidade em todo o mundo. São cursos que vão desde a gestão de propriedades rurais, manejo, levantamento de custo, até a produção ecológica e socialmente sustentável. O prefeito Humberto Santa Cruz quer a Universidade funcionando em Luís Eduardo o mais rápido possível. "Vamos trabalhar para, em 2010, já termos a Universidade Illy em nosso município. Com certeza, ela trará grandes benefícios para os produtores e, sobretudo, para os trabalhadores rurais, que aprimorarão suas habilidades e vão ter mais oportunidade de conquistar emprego e melhores salários", reforçou o prefeito.

O presidente da Bahia Coffee, Lucas Garcia, disse que o interesse da Illy pelo café produzido na região é animador e que a transferência de conhecimento que essa relação pode gerar é o mais importante. "Nossos produtores têm investido muito em produtividade, o que é muito importante, mas precisamos melhorar também a qualidade do café produzido. O café adquirido pela Illy é sempre de alto nível de qualidade. É por isso que ela paga 50% a mais no valor da saca", disse.

Glauber de Castro, vice-presidente da Associação, explica que a maior parte dos fornecedores da Illy é formada por produtores que cultivam uma média de 20 hectares de café, enquanto a média, em Luís Eduardo Magalhães, é de 200 hectares por produtor. "A tendência é que os melhores grãos venham de pequenas produções, produções artesanais. Mas com a tecnologia que temos aqui na região é possível unir produtividade e qualidade. É isso que estamos buscando", conta.

A conclusão da equipe da Illy, depois da visita, é de que Luís Eduardo Magalhães e região tem um forte potencial para se tornar um grande fornecedor da Illy. "O café produzido aqui, o arábica, quando colhido na fase cereja é sempre excelente. O clima é excelente, as técnicas são avançadas. Com alguns pequenos cuidados na colheita, no manejo, no transporte e armazenamento, será possível conservar ainda mais essa qualidade do grão", explica Aldir Teixeira, agrônomo responsável pela avaliação de café comprado pela Illy no Brasil. "É por isso que será muito importante a vinda da Universidade Ily. Assim poderemos fazer troca de conhecimento. E é necessário que os cursos sejam voltados para aqueles que vão lidar diretamente com o café - os trabalhadores", complementou.

Alessandro Bucci, responsável pela compra de café pela empresa no Brasil e na Ásia diz que não entende como Luís Eduardo não é ainda um grande fornecedor da Illy. "Acredito que seja uma questão de falta de comunicação entre os produtores e a nossa empresa. O Oeste da Bahia tem boa produção e, principalmente , os produtores têm a mente aberta para enfrentar novos desafios". Alessandro Bucci acredita que a partir desta visita as relações de parceria vão se estreitar ainda mais, beneficiando a empresa, os produtores e, principalmente, o município.

Por Gabriel Guedes Franco Lima Gomes, da assessoria de imprensa da prefeitura de LEM.

Figura 1

Lucas Rodrigo Favaro Garcia, Presidente da Bahia Coffee Produtores Associados; Humberto Santa Cruz (PR-BA), prefeito de Luís Eduardo Magalhães e Nelson Carvalhaes, diretor da empresa Porto de Santos, que cuida da seleção e da compra de cafés para a Illy.

Figura 2

Equipe da Illy visita propriedades de café em Luís Eduardo Magalhães.
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Antônio Oliveira
ANTÔNIO OLIVEIRA

PALMAS - TOCANTINS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 30/04/2009

Fui o pioneiro da cobertura jornalística do processo de colonização e exploração do cerrado baiano. Naquela época, início da decada de 80, os nativos da região não acreditavam na viabilidade daquelas terras, onde, até então, só se viam calangos e emas.

A descrença era tanto que os baianos apelidaram a bombacha - traje típico dos gaúchos - de "o menor circo do mundo". Na época, gaúchos, paranaenses e nisseis, os pioneiros, era generalizados pela população local de gauchos.

Ainda naquela época, por acreditar naquele potencial, principalmente para a produçao de soja, criei um bordão na rádio em que trabalhava, como redator e apresentador: "Barreiras, Capital da soja", que passei a usar para dar a hora certa. Fui chamado de louco e ufanista.

Hoje ai está o oeste da Bahia, sempre surpreedendo.

Antônio Oliveira, editor-geral das revistas Cerrado Rural Agronegócios e Agrofamiliar.

Tocantins, sul do Maranhão, oeste da Bahia e norte de Goiás (Corredor Centro-Norte de Exportação)