Octavio de Barros: perspectivas da economia brasileira

No dia 23 de maio, o Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, realizou o 2º Fórum & Coffee Dinner, em São Paulo. Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Banco Bradesco, realizou a primeira palestra do evento analisando as perspectivas da economia brasileira.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

No dia 23 de maio, o Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, realizou o 2º Fórum & Coffee Dinner, em São Paulo. O CaféPoint participou deste evento, que reuniu diversas lideranças do governo e do setor cafeeiro. Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Banco Bradesco, realizou a primeira palestra do evento analisando as perspectivas da economia brasileira.

Durante sua palestra, Barros citou a fase de grande crescimento econômico (9,75% ao ano) pela qual o país passou entre 1967-1976 com a entrada de capital de longo prazo na forma de investimento direto em novas máquinas e estruturas (greenfield investment) e disse que, atualmente, o Brasil vive o melhor momento desde aquela época, já que cresce de maneira sustentável, 4,75% ao ano.

Barros também afirmou que os setores que não se adaptarem à realidade competitiva estarão fadados ao fracasso. "A depreciação cambial nos torna vulneráveis à competição externa", explicou e estimou que, este ano, o investimento privado no país crescerá 11,4%.

Para Barros,"vivemos um início de ciclo de crescimento". Durante as últimas quatro décadas, o país teve a maior dívida externa do mundo, no entanto, este fato foi superado, já que, atualmente, o setor público é credor e não mais devedor. "A vulnerabilidade externa acabou", concluiu.

Outro momento importante que o Brasil vive, de acordo com Barros, está relacionado ao tamanho de sua inflação, que hoje é inferior à média mundial. A previsão dele é que em 24 meses, a nossa taxa de juros nominal seja igual ao dos países emergentes. Ele estima que, em abril de 2008, a taxa Selic chegue aos 9,75% e que, em dezembro de 2008 esteja em 8,5%.

Ele falou sobre a valorização cambial como reflexo da leitura mundial sobre o Brasil e mostrou que, na média dos últimos 30 anos, a moeda está apenas 10% apreciada. A aposta de Barros é que, durante os próximos 4 anos, a taxa cambial não supere os R$ 2,00. Comentou que essa apreciação é decorrente de uma história de sucesso. Prova disso seria a proximidade do país em alcançar o nível de "investment grade".

Por fim, ressaltou a boa perspectiva nas commodities em relação aos manufaturados, nos próximos 10 anos para os países exportadores. No entanto, mostrou-se preocupado com este "bom momento" que o país passa, já que geralmente não estimula muitas transformações. "Temos que aproveitar a fase boa para melhorarmos ainda mais" e não esperarmos os momentos de crise para tomarmos decisões importantes, comentou, referindo-se a economia brasileira como um todo.

Encerrou sua palestra falando sobre a importância do governo na economia brasileira e que este deveria focar seus esforços na melhoria da educação, no incentivo à inovação tecnológica, na redução de carga tributária, além da reforma trabalhista e maior eficiência nos gastos públicos.
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.