O'Coffee quer dobrar a produção e alcançar 80 mil sacas de café em 2024

O projeto visa ampliar a área cultivada nas fazendas e investir na produtividade dos cafezais.

Publicado por: CaféPoint

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Da redação

A O'Coffee, uma das maiores fabricantes de cafés especiais do Brasil, quer dobrar a produção e alcançar 80 mil sacas em 2024. Segundo o diretor executivo da empresa, Úbion Terra, em entrevista ao Broadcast Agro, o projeto visa ampliar a área cultivada nas fazendas e investir no aumento da produtividade dos cafezais. 

Foto: Érico Hiller/ Café Editora
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A empresa tem hoje seis fazendas na região de Alta Mogiana (SP), mais centradas em Pedregulho, quase na divisa com Minas Gerais, que somam 1,3 mil hectares de área cultivada com café.  Até 2021 o objetivo é ter 2,2 mil hectares de área plantada. Para isso, serão retomados o cultivo de café em duas fazendas que atualmente estão arrendadas para a produção de soja e milho. 

No ano passado, a O'Coffee produziu 35 mil sacas de 60 kg do produto. Este ano, devido à bienalidade negativa da cultura, deve colher 28 mil sacas. "Nossa meta é chegar ao recorde de 40 mil sacas em 2018 e, em meados de 2024, quando os últimos plantios vão atingir potencial de produção, até 80 mil sacas", disse o executivo.

De acordo com Terra, boa parte dos ganhos de produção será reflexo dos investimentos em produtividade, como poda e renovação das plantas, além da utilização de tecnologias durante a colheita manual e seletiva. A produtividade média das fazendas atualmente é de 35 sacas por hectare, montante que eles pretendem elevar para mais de 40 sacas/ha. "Temos algumas áreas da fazenda que já produzem até 80 sacas por hectare, produtividade muito alta. A ideia é fazer essas melhorias para elevar a média total."
Do total do café produzido pela empresa, 40% é de grão convencional e fica no mercado interno. O restante, de café especial, é exportado, principalmente, para a Ásia e Europa. "Os Estados Unidos são nosso menor mercado, mas enxergamos nele um grande potencial de crescimento", disse Terra. Na safra passada, os embarques do produto ao exterior totalizaram 35 mil sacas, crescimento de 20%, recorde da empresa. 

Os investimentos rendem bons resultados ao grão da marca, cujo prêmio médio é de 40% sobre o preço internacional da variedade arábica. "Esse prêmio também reflete o fato de vendermos diretamente para as torrefadoras fora do Brasil. Com isso, cortamos entre dois a três intermediários e conseguimos capturar uma margem melhor para nosso produto", explicou.
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