O mercado do sachê de café expresso no Brasil

A partir de 1995 o mercado começou a ter um crescimento maior, pois novas empresas entraram no mercado com produtos importados e já com algum volume de produto nacional, mas este ainda de qualidade duvidosa. De 1995 a 2000 estima-se que o Brasil tenha consumido um volume médio de 12,6 milhões de sachês.

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O leitor Alexandre Noga, de São Paulo enviou carta ao CaféPoint comentando a notícia "Juan Valdez venderá café em sachês" e fala sobre este mercado no Brasil. Abaixo segue trecho da carta.

Carta de Alexandre Noga

O mercado de sachês é ativo no Brasil desde meados de 1992. Nesta época existiam pouquíssimas marcas no Brasil. Nenhuma nacional. Todos os produtos eram importados dos Estados Unidos ou da Itália.

O volume de comercialização era extremamente baixo e máquinas para extração de café expresso em sachê eram raras. O baixo número de máquinas que existia no mercado era devido às importações feitas por poucas empresas, ou trazidas pelos próprios consumidores em suas viagens ao exterior.

A partir de 1995 o mercado começou a ter um crescimento maior, pois novas empresas entraram no mercado com produtos importados e já com algum volume de produto nacional, mas este ainda de qualidade duvidosa. De 1995 a 2000 estima-se que o Brasil tenha consumido um volume médio de 12,6 milhões de sachês.

Nos dias de hoje o produto é muito mais conhecido no mercado brasileiro e de extrema qualidade, mas ainda temos um problema no volume de vendas, devido à falta de máquinas de extração a um preço que esteja de acordo com a nossa economia. As máquinas importadas, comercializadas no Brasil tem valores que começam em R$ 400,00 e que podem tranquilamente chegar à casa dos R$ 3.000,00, porém as máquinas na faixa de R$ 400,00 são de qualidade duvidosa e muitas vezes não atingem a expectativa proposta pelo fabricante, apresentando um produto final de má qualidade.

Já as máquinas vendidas na faixa de R$ 1.200,00 tem uma tecnologia empregada que permite a extração de um verdadeiro café expresso. Independente desta situação houve um grande esforço de vendas por parte de todas as empresas e com isso estima-se que hoje o mercado brasileiro esteja consumindo uma média de 19 milhões de sachês por ano, sem considerarmos as vendas das poucas marcas que ainda são importadas.

São 19 milhões de sachês por ano contra 12,6 milhões no período de 1995 a 2000, mas infelizmente ainda pertencem a apenas duas classes: a média-alta e a alta. O produto já é encontrado nas gôndolas de alguns supermercados, hipermercados, empórios etc, porém a quantidade vendida ainda é insignificante, pois a maioria dos consumidores não sabe o que é ou como utilizá-los. O que falta ao Brasil é a ação direta ao consumidor, para que este aprenda mais sobre o produto.

Leia carta na íntegra acessando aqui.
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