NY: preços podem iniciar recuperação ao nível pré-crise

Na Colômbia, a oferta de arábica segue apertada, com rumores de que a produção 2008/09 já tenha sido toda vendida e que os estoques somem algo em torno de 350 mil a 400 mil sacas. A próxima safra só deve começar a ser escoada com maior intensidade a partir da segunda quinzena de maio. No Brasil, a realização dos leilões de opções públicas de café também é um fator favorável, ou seja, os fundamentos estão positivos, mesmo diante da crise.

Publicado por: CaféPoint

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Os contratos futuros do café arábica fecharam com boa alta na sexta-feira, alcançando suas máximas em seis meses, à medida que receberam suporte de compras de especuladores. É notório o fato de todos os participantes comentarem as mudanças para melhor no cenário atual, como, por exemplo, no índice Dow Jones. "O capital estava travado, pois não se sabia o que fazer com ele em meio a um cenário de incertezas econômicas. Agora ele está vindo para as commodities", disse um analista.

Gil Carlos Barabach, analista de café da Safras & Mercado, anotou que, em meio ao ápice da crise, ninguém arriscava nada, porque não se sabia qual era o fundo do poço. "Mas, de algumas semanas pra cá, começaram a surgir sinais de recuperação da economia mundial, que já serão refletidos em 2010. Assim, a retomada já teve início nos mercados futuros de commodities, uma vez que os fundamentos já eram positivos", explicou.

Nesta semana, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a safra 2009 de café do Brasil em 39,1 milhões de sacas de 60 kg, o que implicou uma quebra de 15% em relação às 45,9 mi/scs colhidas em 2008. Na Colômbia, a oferta de arábica segue apertada, com rumores de que a produção 2008/09 já tenha sido toda vendida e que os estoques somem algo em torno de 350 mil a 400 mil sacas. Ocorre que a próxima safra só deve começar a ser escoada, com maior intensidade, a partir da segunda quinzena de maio.

Esses fundamentos supracitados, somados ao atraso na colheita do café em países da América Central, devido a adversidades climáticas, ao baixo volume dos estoques atuais e ao fato de o consumo não ter desacelerado drasticamente, conforme Barabach, voltaram à tona agora que se tem ideia do tamanho da crise. "Descobriu-se que a crise será assim mesmo, com 2009 lamentável e 2010 melhor, mas ainda com possibilidade de melhorias no segundo semestre deste ano".

Superado o fantasma da crise, com o tamanho da recessão já definido, abre-se espaço para a recuperação dos preços do café nos mercados internacionais. "Nova York já recuperou o patamar mais alto desde janeiro, alcançando 128,50 centavos (dia 11). Agora, a tendência é que sejam buscados os níveis anteriores à crise", projetou o analista da Safras, mencionando que "o contrato julho de 2009 chegou a bater 160 centavos antes de setembro do ano passado".

Fôlego para isso há, no entanto, ele pondera que esta será uma recuperação lenta, pois o mercado se deparará com alguns gargalos. "Tem a chegada da safra do Brasil e, este ano, as vendas deverão ser maiores devido à falta de capitalização do produtor, e o outro gargalo é a leitura que se fará da florada da safra 2010, que será grande devido ao ciclo bienual e que tem expectativa de clima bom", explicou Barabach, que ainda mencionou a intervenção dos fatores extra-fundamentos, "já que estamos saindo da crise, mas ainda estamos dentro dela".

Um ponto que poderá contrapor de forma positiva à pressão da chegada da colheita 2009 de café do Brasil é a realização dos leilões de opções públicas de café. "Os leilões, de certa forma, atenuam a queda, mas temos que ver como será a implantação do programa e, ainda, a liberação de recursos para comercialização e colheita da safra atual", disse.

O analista chama a atenção também para a questão cambial. "Em princípio, a expectativa em relação ao dólar é boa, mas não podemos esquecer da arbitragem da taxa de juros, a qual pode fortalecer o real frente ao dólar, o que é negativo ao café", anotou o analista da Safras, que concluiu pensando positivamente. "Superados esses gargalos e torcendo por um cenário cambial favorável, há espaço para crescer devido à entressafra e ao cenário apertado de oferta e demanda", finalizou.

As informações são do Blog do Café, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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MONTE BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/05/2009

O cenário atual da cafeicultura está um caos
Marcelo Reis Pereira
MARCELO REIS PEREIRA

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/05/2009

Safra de 2010 alta? Sugiro que os consultores saiam de seu escritório com ar condicinado, tv de 49 polegadas, internet, e frigobar e comece a andar pelas regiões produtoras e verifique que: existe um bom número de lavouras abandonadas, outro maior ainda com tratos defictários e uma parte pequena com tratos bons.

É facil fazer previsões no escritório, mais díficil ainda fazer previsões de campo sem manipulação de entidades com interesses, portanto sugiro que repensem suas colocações!