NY começa a refletir safra baixa brasileira

A baixa oferta de café no Brasil começa a refletir na Bolsa de Nova York (Nybot). O analista de Mercado de Café, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jorge Queiroz, diz que os fundos reduziram a participação nas operações de commodity - a segunda mais negociada no mundo - porque tiveram prejuízos nos últimos meses nas aplicações financeiras em virtude da turbulência na economia dos Estados Unidos. "Hoje está prevalecendo a força da oferta e da demanda porque a Bolsa não está com essa carga pesada (dos fundos)", diz Queiroz.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A baixa oferta de café no Brasil começa a refletir na Bolsa de Nova York (Nybot). Segundo reportagem de Viviane Monteiro, da Gazeta Mercantil, o analista de Mercado de Café, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jorge Queiroz, diz que os fundos reduziram a participação nas operações de commodity - a segunda mais negociada no mundo - porque tiveram prejuízos nos últimos meses nas aplicações financeiras em virtude da turbulência na economia dos Estados Unidos.

"Hoje está prevalecendo a força da oferta e da demanda porque a Bolsa não está com essa carga pesada (dos fundos)", diz Queiroz. "Havia antes um momento com forte participação de especuladores. Com isso, e os preços externos do café não refletiam a realidade das lavouras brasileiras. A presença dos fundos distorcia as perdas pelo efeito do clima adverso. Com isso, o mercado não refletia a oferta e a procura", completa o analista.

Em relação aos estoques mundiais, estes são os menores dos últimos 47 anos, segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach. Com base em dados do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda), diz, os estoques de passagem para a safra 2007/08 são de 16,824 milhões de sacas, diante da demanda mundial de 120 milhões anuais. Para o analista da Conab, Queiroz, os estoques internos são de 7,2 milhões.

O analista da Safras & Mercado concorda que o mercado de café tem sustentação própria. "Perde-se o cenário especulativo e ganha peso a questão fundamental, de baixa oferta mundial", diz Barabach.

Jorge Queiroz acredita que os preços devem se manter firmes, mas fala em retomada da produção dos cafezais, não querendo, entretanto, fazer previsões. Para o engenheiro-agrônomo da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Goulart, a safra que já chegou a se estimar em 56 milhões de sacas, não deve chegar aos 48 milhões.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.