Números de Terra Forte continuam a gerar debate entre profissionais do setor cafeeiro

Os números das safras de café, ano após ano, geram expectativas no mercado e algumas tensões entre atores de diferentes elos da cadeia cafeeira. Recentemente, importantes discussões sobre o tema foram geradas pelos leitores do CaféPoint. Destacamos uma em especial, que conta com a presença do gerente de exportação da Terra Forte, responsável pelas divulgações dos números da companhia. Confira

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Os números das safras de café, ano após ano, geram expectativas no mercado e algumas tensões entre atores de diferentes elos da cadeia cafeeira. Fontes distintas de análises divulgam suas estatísticas que muitas vezes causam diferenças significativas no resultado final do volume de sacas produzidas e/ou a serem produzidas na safra que se aproxima, realçando as discussões.

Este ano, assistimos recentemente muitas reações adversas sobre a divulgação de tais números por parte da exportadora paulista Terra Forte. Desde pequenos produtores a representantes do Governo lançaram-se em defesa de maior "justiça e equilíbrio" destas análises estatísticas.

Algumas importantes discussões sobre o tema foram geradas pelos leitores do CaféPoint. Destacamos uma em especial, que conta com a presença do representante da Terra Forte, Jayme Leme Neto, responsável pelas divulgações dos números da companhia. Abaixo uma de suas participações, argumentando neste caso a um leitor específico, o trader Samuel Henrique Fornari (confira aqui o debate completo):

Jayme Leme Neto - Terra Forte:

"(No relatório da Terra Forte) Minha safra de 2012 (de arábica) é 2 milhões de sacas menor que o da Conab. Terra Forte 36.100 contra 38.340 da Conab. Como vocês podem dizem que estamos contra os produtores? Repito que considero positivo (números do relatório) para o mercado pois :

1) Questiona seriamente o USDA por exemplo com 55.9 milhões contra 52.2 do nosso relatório.

2)Além de uma safra baixa de Arabica ainda perdemos em torno de 5 milhões de sacas de cafés bons, que não pesam contra bolsa de NY e terá de ser digerido devagar internamente.

Quanto a safra de 2013/2014 o numero que soltamos é de fato o que levantamos e vimos. É claro que esse numero é sujeito a ser revisado. E se você notou, o numero de Arabica é igual ao de 2012. Cerrado e São Paulo quebraram bastante, mas o Sul de Minas e a Zona da Mata pelo contrario tiveram melhoras pois as perdas em 2012 foram enormes e por isso nosso numero é menor que da Conab.

Grato pela atenção e tenho certeza que assim que o mercado perceber isso, essa onde de quedas vai normalizar e assim como vocês estamos muito positivos quanto a preços de café para 2013."

Confira aqui o debate completo.
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