Novas técnicas possibilitam média entre 18 e 19 sc/ha

Na safra de 2002/03, nosso último recorde histórico em termos de produção, a média de produtividade situou-se acima das 22 sc/ha. Podas, irrigação, manejo, material genético, adensamento, são técnicas que explicam esse contínuo crescimento. De lá para cá são cinco anos safra e portanto é possível trabalhar com uma média de produtividade entre 18 e 19 sc/ha.

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Celso Luis Rodrigues Vegro, autor do artigo "Café: uma lavoura ensandecida", responde aos comentários sobre suas estimativas de safra dizendo que é possível trabalhar com uma média de produtividade entre 18 e 19 sc/ha, no atual nível tecnológico brasileiro. Leia a seguir.

Carta de Celso Vegro

É imensamente gratificante encontrar dentro da comunidade cafeeira massa crítica necessária para sugerir caminhos para o agronegócio café.

Na safra de 2002/03, nosso último recorde histórico em termos de produção, a média de produtividade situou-se acima das 22 sc/ha. Estudo realizado por consultoria do Banco AMRO constatou que o crescimento da produtividade do café no Brasil é da ordem de 0,3 sc/ano.

Podas, irrigação, manejo, material genético, adensamento, são técnicas que explicam esse contínuo crescimento. De lá para cá são cinco anos safra e portanto é possível trabalhar com uma média de produtividade entre 18 e 19 sc/ha.

É certo que necessitamos de muita prudência na elaboração de estimativas. O alerta que fiz poderá se traduzir em redondo engano, porém a semente da dúvida precisa ser lançada antes que piores surpresas nos venham a alcançar. Como já enfatizei, é preciso permanecer alerta, pois as cotações, assim como as lavouras, passarão por momentos de ensandecimento.

Acesse aqui e leia a carta de Celso Vegro e outros comentários na íntegra.

Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint.
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Marcos de Oliveira Bettini
MARCOS DE OLIVEIRA BETTINI

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 20/08/2007

Caros senhores, produtividade média nacional entre 18 a 22 sc/ha é uma tragédia. Um desafio enorme para se resolver apesar da evolução.

Trata-se de um desequilíbrio muito grande, pois há regiões com produtividades médias em torno de 50 sc/ha, significando que há áreas expressivas da cafeicultura brasileira colhendo médias em torno de 10 sc/ha.

Como a atividade agrícola que resulta 50 sc/ha pode ser rentável a uma grande parcela que colhe 10 sc/ha? Difícil admitir, considero que estes cafeicultores de 10 sc/ha ganham muito pouco, investem pouco e extraem da natureza e de sua atividade parcos recursos.

Sabemos que há conhecimento, tecnologia e potencial para performance bem mais rentável e sustentável. Falta transferência de tecnologia, crédito e organização. O país se recente de um enorme vácuo em assistência técnica ao meio rural.

Setor público, iniciativa privada e entidades de classe tem consciência do problema, só não tem focalizado ou conseguido resolver de forma efetiva. É preciso resgatar a figura da extensão rural. Modernizar o conceito e os profissionais, valorizar sua importância e remunerar de forma adequada.

Afinal, a grande massa que leva transferência de tecnologia ao agricultor são vendedores, com suas metas de venda a cumprir, têm que orientar o agricultor no sentido de seus interesses. E em outras, não tem interesse ou condição de assistir agricultores com baixo nível tecnológico e descapitalizados.