A assinatura do documento que concedeu o registro ao Café do Cerrado foi realizada na solenidade de abertura da Fenicafé pela executiva do Inpi, Lúcia Fernandes e pelo presidente da Federação dos Cafés do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis
O café do cerrado de Minas Gerais conquistou a Denominação de Origem (DO) da região do cerrado mineiro, que é um título concedido pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) a esta região, que abrange cerca de 3,5 mil produtores e uma área de 147 mil hectares de 55 municípios, demarcada para produção de café nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas.
De acordo com o instituto, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o registro de denominação de origem “evidencia o alto padrão alcançado pela cafeicultura nacional”, na medida em que “reconhece as qualidades e características distintas do produto, resultado da influência do meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos”.
De acordo com Juliano Tarabal, superintendente da Federação Nacional do Café, a conquista desta denominação de origem comprova que o café produzido dentro deste território recebe um selo que garante qualidade do produto e, consequentemente, melhores preços e reconhecimento nos mercados nacional e internacional. “Isso garante a exclusividade deste produto, tornando-o único. Ou seja: este produto, o Café do Cerrado Mineiro, com suas especificações de qualidade, não é produzido em outra localidade, ganhando reconhecimento próprio”, disse.
Atendendo ao regulamento de uso da DO, as variedades utilizadas são, obrigatoriamente, da espécie Coffea arabica.
De acordo com o INPI, o registro reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas ao local. “Uma indicação geográfica comunica ao mundo que uma determinada região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo diferenciado e de excelência”. Juliano Tarabal explica ainda que a certificação protege o produtor certificado de possíveis concorrências desleais. “Temos condição de verificar se, caso alguém esteja usando isso indevidamente, temos condição de acionar esta empresa pra ela não essa certificação de maneira ilegal”. Em 2005, a região do cerrado mineiro foi reconhecida como indicação de procedência (IP). Esse é o segundo registro de indicação geográfica (IG) brasileira concedido pelo órgão. O primeiro foi para os vinhos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.
A Fenicafé acontece até o 20 de março, em Araguari. O evento é promovido pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e Câmara Municipal de Araguari. Para conhecer mais sobre a feira, visite as páginas do evento na internet e nas redes sociais: www.fenicafe.com.br, www.facebook.com/fenicafe, www.youtube.com/fenicafeari.
As informações são da Ascom ACA
Nova certificação de café mineiro pode ser garantia de lucratividade no campo
O café do cerrado de Minas Gerais conquistou a Denominação de Origem(DO) da região do cerrado mineiro, que é um título concedido pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) a esta região, que abrange cerca de 3,5 mil produtores e uma área de 147 mil hectares de 55 municípios, demarcada para produção de café nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!