A baixa no valor das exportações de café da safra de 2008/09 da Nicarágua pode superar os US$ 100 milhões devido à forte redução registrada na colheita do grão, segundo estimativas da Comissão Nacional de Café (Conacafé) daquele país.
O diretor executivo da Conacafé, Walter Navas, disse que este ano serão exportadas 996 mil sacas de 60 quilos de café, enquanto na colheita anterior as exportações foram de mais de 1,53 milhão de sacas. Segundo ele, serão gerados US$ 150 milhões em exportações com a colheita de 2009/10, enquanto na safra anterior, as vendas foram de US$ 262 milhões, queda de aproximadamente 40%.
Navas disse que a redução na colheita ocorreu pelo excesso de chuvas e por condições climáticas adversas, o que levou à propagação de pragas, lavagem dos solos e falta de recursos dos produtores para comprar mais fertilizantes para a plantação.
A queda na geração de divisas, segundo ele, também se deve à redução do preço internacional do grão, que chegou a ficar entre US$ 104 e US$ 108. A esses problemas se deve agregar a bienualidade do cultivo de café. Navas disse que a Conacafé quer montar um programa que rompa com a bienualidade, porque isso é algo que está relacionado diretamente às plantações, pela falta de fertilizantes, falta de controle de pragas e manejo de sombras.
Ele disse também que atualmente existem mais de 12 instituições que estão trabalhando com a Conacafé no campo, colocando seus técnicos à disposição e destinando mais de US$ 120 mil para o tratamento de pragas e para manter a inocuidade do grão.
O secretário executivo da Conacafé disse que o Sistema Nacional de Investimentos Públicos (SNIP) aprovou um programa de seis projetos. Para isso, estão pedindo ao Banco Centro-americano de Integração Econômica um total de US$ 52 milhões, além de um valor de US$ 30 milhões do Governo da Nicarágua.
Os projetos serão destinados à produção, agroindústria, comércio, processo exportador, além de dar atenção às famílias que fazem o corte dos grãos, incluindo filhos, saúde e educação. "É um programa integral que inclui pesquisas de campo para desenvolver novas tecnologias e novas variedades resistentes às pragas", disse.
Ele também ressaltou que o país quer modernizar a cafeicultura e entrar em novos mercados, como China Continental e Coreia, onde poderiam vender grãos de qualidade a um melhor preço.
A reportagem é do El Nuevo Diario, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Nicarágua: receita com exportações deve cair 40%
A baixa no valor das exportações de café da safra de 2008/09 da Nicarágua pode superar os US$ 100 milhões devido à forte redução registrada na colheita do grão, segundo estimativas da Comissão Nacional de Café (Conacafé) daquele país. O diretor executivo da Conacafé, Walter Navas, disse que este ano serão exportadas 996 mil sacas de 60 quilos de café, enquanto na colheita anterior as exportações foram de mais de 1,53 milhão de sacas.
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