Nicarágua: falta flexibilidade da UE em negociações

Os empresários da Nicarágua criticaram a falta de flexibilidade mostrada pela União Europeia (UE) na negociação de um acordo de associação com países da América Central. "A América Central defendeu suas posições com muita força, mas a UE não quis ceder em nada e, no final, o fechamento do pilar comercial se prolongou para a última rodada" de negociações, disse o membro do Conselho Superior da Empresa Privada (Cosep) da Nicarágua, Mario Amador.

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Os empresários da Nicarágua criticaram a falta de flexibilidade mostrada pela União Europeia (UE) na negociação de um acordo de associação com países da América Central.

"A América Central defendeu suas posições com muita força, mas a UE não quis ceder em nada e, no final, o fechamento do pilar comercial se prolongou para a última rodada" de negociações, disse o membro do Conselho Superior da Empresa Privada (Cosep) da Nicarágua, Mario Amador.

Outro membro do empresariado da Nicarágua, Henry Thompson, disse que continuarão "brigando" nessas negociações, em especial na questão das normas de origem do café, o principal produto de exportação do país. "Significa que, se permitirão café torrado o moído, que seja 100% centro-americano, mas eles (UE) querem 90% e nós dizemos que é inconcebível, porque, se aceitarmos, seria um grande risco que seria prejudicial para a região".

Thompson explicou que o risco está no fato de se conceder esses 10%, que pode ser misturado ao café da América Central com grãos de outros países sem a mesma qualidade e, no final, receber etiqueta de centro-americano.

"Vamos supor que a mistura empacotada para o consumo final não seja robusta, com o sabor, aroma e qualidade do café nicaraguense, no nosso caso. Se esse produto ficar ruim, será conhecido no resto do mundo" e isso afeta a qualidade e prestígio do café local, exemplificou ele.

O Comitê Empresarial Centro-Americano (CECA) denunciou que não está de acordo com as negociações com a UE, dizendo que os avanços são mínimos e que ninguém se sente "cômodo" com o nível de abertura oferecido pela Europa.

Apesar dessas diferenças, o empresariado da Nicarágua espera que o tratado seja assinado em 18 de maio próximo, em Madri. O acordo de associação consta de três pilares: diálogo político, cooperação e comércio.

A reportagem é da EFE, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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