Neumann Kaffee debate cafeicultura familiar
Nesta segunda-feira (24), no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, simpósio promovido pela Fundação Hanns Neumann Stiftung, da Neumann Kaffee Gruppe (NKG), maior grupo mundial em comercialização e serviços de café (café verde), reuniu as principais lideranças do setor na tentativa de debater ações coletivas e programas para o fortalecimento da cafeicultura familiar no Brasil.
Publicado por: CaféPoint
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Presente no evento, o embaixador da República Federal da Alemanha, Wilfried Grolig, enfatizou a parceria estratégica entre o Brasil e a Alemanha, com destaque para o desenvolvimento agrícola brasileiro alcançado nos últimos anos. Na avaliação do professor da Universidade da Alemanha, Stefan Tangermann, o país seria capaz de contribuir de maneira decisiva para atender ao aumento da demanda mundial de café, principalmente, pela capacidade de adaptar seus modelos de produção às condições ambientais e de mercado.
As vantagens competitivas do Brasil também foram ressaltadas nos pronunciamentos do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Vicente Bertone e do presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), João Antônio Lian. Eles lembraram que o setor produtivo, com especial esforço do segmento familiar, enfrenta uma legislação ambiental, trabalhista e tributária que penalizam a renda do produtor, que mesmo em crise mostra-se competitivo.
A renda e a falta de agregação de valor ao produto também foram temas mencionados pelo presidente da Emater-MG, Antônio Lima Bandeira, que considera fundamental a existência de políticas públicas específicas para diferentes níveis de produção, principalmente, com relação à cafeicultura de montanha.
Desafios para o segmento
As propriedades familiares enfrentam os desafios de falta de acesso à informação e tecnologias, falta de financiamentos e pouca compreensão sobre o mercado. Estas carências motivaram a criação da Fundação Hanns Neumann do Brasil, com escritório em Santo Antônio do Amparo. Ligada ao movimento Força Café, a Fundação ampara três projetos que atendem a 4000 pequenos produtores, representando em torno de 12 mil hectares de café, no Sul de Minas e Matas de Minas.
A união dos produtores tem motivado uma mudança cultural nos produtores atendidos. A busca por informações tem levado à utilização racional de recursos para uma rentabilidade sustentável da propriedade, o que acaba por refletir em motivação aos jovens agricultores para continuarem na atividade.
Ao final do Simpósio, os representantes da Fundação Hanns Neumann do Brasil, e o presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Baldonedo Arthur Napoleão, assinaram um convênio de cooperação técnica. A parceria visa intensificar os projetos de pesquisa com ênfase nos gargalos da cafeicultura familiar. Para Baldonedo, o desafio não está no desenvolvimento de soluções tecnológicas, mas sim, fazer chegar as informações ao público de referência.
O debate continua
Nesta quinta-feira (27), será a vez da Universidade Federal de Lavras (UFLA) receber a visita do presidente Michael Neumann e diretores da Fundação Hanns Neumann, em reunião que contará com a presença de representantes da Universidade, do Polo de Excelência do Café, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Café (INCT/Café), da Emater e pesquisadores da Epamig.
Fundada em 2005, a Fundação Hanns Neumann é o braço social do grupo NKG, que engloba 48 companhias ligadas ao sistema agroindustrial do café, em 28 países. O grupo é representado por empresas exportadoras, importadoras, de serviço e fazendas produtoras. No Brasil, o NKG está nos empreendimento Stockler Comercial Exportadora (Santos), Cafeeira Armazéns Gerais (Santos, Varginha e Muzambinho) e NKG Fazendas Brasileiras (Santo Antônio do Amparo).
As informações são do Polo de Excelência do café, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 26/01/2011
Fundação Hanns Neumann Stiftung (NGK)
Extremamente importante discutirmos a CAFEICULTURA DE MONTANHA. Sou aqui de Divinolandia, APROD-Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolandia-SP. Desde 2005, que estamos discutindo este assunto e até o presente momento a unica resposta que encontramos trata-se na verdade de uma pergunta: "QUAL SERÁ NOSSO FUTURO COMO CAFEICULTORES DE MONTANHA?". Sem medo de errar posso afirmar que se não temos o melhor café natural do mundo temos pelo menos um dos. Nosso café esta a altitudes de 1200 a 1400 metros, solo vulcanico, clima excelente entre tantos outros fatores e talvez, hoje um dos mais importantes, produzido de forma artezanal por pequenos cafeicultores em regime de economia familiar. Gostariamos muito de que voces ao menos pudessem lançar um pequeno olhar em nossa direção.
Muito obrigado pela atenção se assim voces entenderem,.