Nestlé anuncia nova máquina de espresso com cápsulas

Ao contrário da Nespresso, que é voltada para um público de alto poder aquisitivo, a nova máquina de espresso, Dolce Gusto, custará R$ 600. "Estamos acelerando e temos de consertar o avião em pleno voo. Precisamos crescer 3% ao ano para manter nosso status quo, mas não estamos aqui para isso. Vamos crescer mais", afirmou, o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita, demonstrando otimismo diante da crise.

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Para atravessar os tempos de crise, a Nestlé diz estar investindo em produtividade. Segundo o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita, depois de atingir a meta de crescer o dobro do PIB no ano passado, a fabricante de alimentos teve um bom janeiro, com vendas superiores às de janeiro de 2008. No mês passado, a empresa contratou 1.500 funcionários nas áreas comercial e de distribuição. A expectativa de crescimento para este ano é de 4%.

Para isso, a Nestlé mantém a estratégia de crescer por aquisições e pela entrada em novos mercados. Ontem, a empresa anunciou uma parceria com a francesa SEB, dona da marca Arno no Brasil. As companhias lançaram a Dolce Gusto, um eletrodoméstico que prepara bebidas à base de café, com o uso de produtos Nescafé.

Ao contrário da Nespresso, que é voltada para um público de altíssimo poder aquisitivo e vendida em lojas exclusivas, a Dolce Gusto custará R$ 600, sendo que cada cápsula sairá a R$ 1,50. As máquinas e as bebidas, em seis sabores, como latte macchiato, chococcino e capuccino, serão vendidas em supermercados e redes varejistas.

Com o novo negócio, a expectativa da Nestlé é vender R$ 200 milhões, em três anos. Já a SEB espera faturar R$ 40 milhões com os produtos no mesmo período. "A máquina da Arno é diferente das outras porque não faz apenas café expresso. Ela prepara bebidas alternativas, o que nos difere da concorrência", diz Zurita. As máquinas são produzidas na China, e as cápsulas, apesar de serem feitas com café brasileiro, são importadas do Reino Unido.

Além dessa linha, a empresa também está levando ao mercado um projeto batizado de Real, que são cafeteiras para o pequeno varejo. "O objetivo é atuar em todos os segmentos de café", diz Zurita. "Estamos acelerando e temos de consertar o avião em pleno voo. Precisamos crescer 3% ao ano para manter nosso status quo, mas não estamos aqui para isso. Vamos crescer mais."

A matéria, de Cristiane Barbieri, foi publicada na Folha de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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