Os negócios com café arábica no mercado interno brasileiro ganharam mais ritmo nos últimos dias, mas o aquecimento mais expressivo tem sido registrado nos cafés mais fracos, uma vez que os preços se mantiveram firmes neste ano, de acordo com o Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/Usp).
Foto: Alexia Santi/ Agência Ophelia
Segundo o analista da instituição, Renato Garcia Ribeiro, os cafés tipos finos estão mais parados, com produtores mais capitalizados e que esperam picos para voltarem ao mercado. Na ultima quinta-feira (23), o mercado físico brasileiro trabalhou sem sua principal referência, a Bolsa de Nova York (ICE Future US), fechada por conta do Dia da Ação de Graças. Para Ribeiro, os recentes feriados no Brasil também impactaram o mercado físico. "O mercado hoje, por exemplo, está trabalhando praticamente com preços nominais".
Recentemente, os preços internos do café arábica recuaram, acompanhando o cenário externo, com chuvas sendo registradas no cinturão produtivo do Brasil. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a safra 2017/2018 de café acima de 50 milhões de sacas, uma redução de 900 mil sacas, ante a previsão feita em maio pelo órgão.