De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a colheita de café no Brasil está se aproximando da metade. Com os produtores atentos aos trabalhos no campo, nas informações meteorológicas e esperando melhores condições de preço, os negócios com o café arábica seguem calmos nas praças de comercialização.
Foto: Felipe Gombossy/ Café Editora
Na última terça-feira (04), não houve pregão na Bolsa de Nova York (ICE Future US), por conta do feriado "Independence Day", nos Estados Unidos. Segundo a analista de mercado de café do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, Caroline Sales, os produtores estão desmotivados com os patamares de preços. Apesar da expectativa de valores mais altos, o retrospecto em momentos de colheita costuma ser de cotações estabilizadas ou mais baixas.
"O indicador chegou até a subir nos últimos dias, mas baseado em questões técnicas e não fundamentais", disse. Na segunda-feira (03), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 448,38 e alta de 0,57%.
De acordo com a analista, os primeiros lotes da espécie apresentaram baixa qualidade de bebida porque foram impactados pela chuva durante a colheita, no entanto, já estão sendo vistos lotes melhores e com peneiras dentro do esperado, atendendo aos padrões do mercado.
Segundo o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, o inverno 2017, apesar de rigoroso, não vai prejudicar a colheita. Sem indícios de geadas em regiões produtoras, cafeicultores terão um bom trabalho nas lavouras, uma vez que também não foram registrados indícios de chuvas para os próximos dias.