Nathan Herszkowicz: as indústrias devem permanecer no mercado com economia sustentável

A Equipe CaféPoint esteve no Espaço Café Brasil 2010, em São Paulo/SP e gravou diversas entrevistas com os participantes da feira. Natália Fernandes conversou com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, a respeito da situação da indústria brasileira de café, aumento de sua participação no mercado externo e os benefícios do novo regulamento do Mapa. Acesse e confira!

Publicado por: CaféPoint

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A Equipe CaféPoint esteve no Espaço Café Brasil 2010, em São Paulo/SP e gravou diversas entrevistas com os participantes da feira. Natália Fernandes conversou com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, a respeito da situação da indústria brasileira de café, aumento de sua participação no mercado externo e os benefícios do novo regulamento do Mapa.



Destaques da entrevista:

"A industria brasileira de café vive um paradoxo parecido com o da cafeicultura. Estamos observando de um lado um crescimento permanente do consumo de café no Brasil. Além disso, o segmento de cafés de alta qualidade tem crescido, esses cafés têm maior valor. Entretanto a indústria sofre um problema de perda de rentabilidade do negócio, o que é uma reclamação muito semelhante a dos cafeicultores."

"Os preços não evoluíram nos últimos 4 - 5 anos. Essa equação de preço que não sobe e custo que se eleva significa rentabilidade diminuída. Esse é um grande problema pois a indústria sem lucro não consegue se renovar, investir, inovar."

"Nossa luta diária tem que ser olhando para melhoria da qualidade, crescimento do segmento de cafés certificados e gourmet, de maneira que esse segmento, a medida que cresça, possa abrigar mais e mais indústrias, principalmente as pequenas."

"O objetivo é fazer com que as indústrias que existem hoje continuem no mercado mas com uma economia sustentável."

"A exportação de café torrado e moído é complicada. É muito difícil exportar produto com marca. A coisa que exige mais investimento é construir uma marca de valor."

"A receita é trabalhar na oferta de cafés de melhor qualidade, procurar investir nesse mercado, para que o produto chegue com preço mais competitivo que os concorrentes locais, e estar preparado para investir em publicidade e produção durante anos."

"Toda empresa que pretende começar exportar deve conhecer o programa de apoio a exportação da Apex/Abic, que fornece recursos seja para promoção, participação de feiras, entre outros."

"O novo regulamento técnico para o café torrado e moído é extremamente importante para essa fase do consumo de café. Na prática, ele vai melhorar a qualidade do café do dia-a-dia do consumidor brasileiro."

"A normativa estabelece limite de 1% para impurezas no café, só que elas correspondem a cascas, paus e matérias estranhas. Tudo que não é café só poderá tem 1% em peso. Se o café tiver mais de 1% será destruído."

"O café brasileiro terá uma qualidade mínima que satisfaça o consumidor."

"O regulamento vai trazer valor melhor para renda do produtor e do produto industrializado."

"A nota mínima de 4 pontos traduz um limite prático para os grãos defeituosos que a indústria eventualmente venha a utilizar. Se a indústria utilizar grãos de qualidade muito ruim como o PVA, ela não vai conseguir atingir os 4 pontos."

"A nota 4 é um limitador para o PVA."

"O produtor terá que tomar cuidado com aquilo que produz, com a forma que ele seca, beneficia e prepara o grão, pois os grãos com muitos defeitos não vão entrar mais no mercado."

"O produtor vai ter que melhorar a qualidade do que ele coloca no mercado e a indústria não vai ter estímulo para comprar grãos de má qualidade."
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Carlos Eduardo Costa Maria
CARLOS EDUARDO COSTA MARIA

ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 26/06/2010

Muito importante e esclarecedora para o cafeicultor que tem se esforçado na busca de um produto com maior qualidade, porque para a industria se firmar terá que observar estes requisitos de certificação comprando de quem realmente faz o dever de casa que é a produção com certificação.Parabéns a equipe que sempre tem trazido entrevistas como esta de grande contribuição para o setor.