O consultor Carlos Roberto Piccin acredita que as oscilações de temperaturas baixas estão afetando a formação de gemas floríferas que com certeza irá prejudicar as próximas floradas. "No momento é difícil de projetar, mas que irá ter reflexos negativos isso não podemos descartar".
Figura 02: Diferenciação de folhas.

No Oeste da Bahia, o consultor ligado a Fundação Bahia, Marcos Antônio Pimenta Menezes afirma que também naquela região a alta porcentagem de café verde tem dificultado a colheita mecânica, exigindo mais passadas e encarecendo o processo. Edmilson Figueredo, que trabalha com experimentação científica em cafeicultura irrigada na Bahia, confirma a situação de desordem. Segundo ele, os contratempos têm dificultado a tomada de decisão sobre suspensão da água de irrigação para uniformização da florada e traz perspectivas para a safra 2007/2008 nada animadoras.
Quanto ao rendimento da safra atual, Figueiredo observa grande redução comparada ao ano anterior. "Na maioria dos tratamentos analisados foi necessário acima de 540 litros de café da roça para se obter 60kg beneficiados", destaca. No sul de Minas, onde 35% da área em produção já foi colhida, o baixo rendimento também faz parte das reclamações. Para o gerente técnico, Joaquim Goulart de Andrade, o veranico de fevereiro prejudicou o enchimento dos grãos. Nesta safra, em média, estão sendo necessários 455 litros para compor uma saca, enquanto a média da região em outros anos é de 420 litros do produto.
As informações são da jornalista Cibele Aguiar, da Embrapa Café.