Mudanças climáticas alteram fisiologia do cafeeiro
Em algumas lavouras as gemas dos ramos produtivos que deveriam florescer na primavera estão sendo diferenciadas em gemas vegetativas, o que deverá influenciar a produtividade da próxima safra.
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Ao contrário do que acreditavam, muitas dessas flores vingaram e contribuíram para uma maturação irregular, afetando sobremaneira a qualidade e o rendimento da safra que está sendo colhida.
Em algumas lavouras as gemas dos ramos produtivos que deveriam florescer na primavera estão sendo diferenciadas em gemas vegetativas, o que deverá influenciar a produtividade da próxima safra.
"Em algumas lavouras é possível observar flores, grãos granando, café maduro e seco, tudo no mesmo pé", conforme depoimento do engenheiro agrônomo Rodrigo Serpa Vieira, do projeto Educampo-Café, em Guaxupé, Sul de Minas.
Situações atípicas
A Estação de Avisos Fitossanitários da Fundação PROCAFÉ emitiu, no dia 04 de julho, alerta de déficit hídrico significativo e atípico para o sul de Minas, principal região produtora. O gráfico aponta uma diferença de déficit superior a 100mm quando comparada ao mesmo período de 2006 e de 200mm em relação à média histórica, projetando um período de seca severa com reflexos negativos na safra futura. O crescimento e desenvolvimento vegetativo observado também estão abaixo da média. Os técnicos sugerem a utilização de irrigação caso haja disponibilidade.
Revendo conceitos
Para o coordenador do Núcleo de Fisiologia do Cafeeiro do CBP&D/Café e professor da Universidade de Lavras (Ufla), José Donizeti Alves, o intenso déficit hídrico de março a novembro de 2006 impediu o desenvolvimento das peças florais, mesmo havendo a indução e diferenciação floral. "É importante que se diga que um botão já diferenciado somente se transformará em flor caso as condições climáticas entre os períodos forem satisfatórias, o que não ocorreu", esclarece.
Na opinião dele, a explicação fisiológica para as floradas atípicas, especificamente no sul de Minas, é que de dezembro/2006 a janeiro/2007 as plantas restabeleceram o seu status hídrico e reativaram o desenvolvimento dos botões florais. Com a paralisação das chuvas em fevereiro, associado a um aumento de até 20C na temperatura média, as plantas floresceram. Para complicar mais ainda a situação, ele ressalta que desde fevereiro o índice pluviométrico ficou abaixo da média histórica. Isto pode projetar problemas na indução floral que se estabeleceu em finais de fevereiro e começo de março. "Comparativamente ao ano passado, o ciclo está se repetindo".
As informações são da jornalista Cibele Aguiar, da Embrapa Café.
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PASSOS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 09/08/2007
<b>Prezado Frederico,</b>
Quando se pulveriza micronutrientes em folhas de café, estes ficam restritos às folhas pulverizadas, uma vez que sua mobilidade através do floema é muito baixa. Isso quer dizer que não migram das folhas pulverizadas para as folhas novas, em crescimento.
Especula-se que os micronutrientes quelatizados seriam providos de maior movimentação através do floema, ou seja, apresentariam maior mobilidade entre uma folha e outra. Mas poucos são os trabalhos que tratam do assunto de forma acurada.
O quelato é formado pela combinação de um agente quelatizante com um metal (Zn, Cu, etc.), por meio de ligações coordenadas. Forma-se, por exemplo, o Zn-EDTA. Os sais são formados pela ligação dos metais com sulfatos, cloretos e nitratos, gerando, por exemplo, o sulfato de zinco. Portanto, mesmo que possível, não há, aparentemente, razão para "quelatizar" os sais.
Atenciosamente,
André Guarçoni M.