O parque cafeeiro de El Salvador poderá reduzir 60% nos próximos 40 anos pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas como consequência da mudança climática, alertaram especialistas locais.
Em 2050, a área cultivável de café reduziria 60% e alguns cultivos em terrenos baixos desapareceriam, disse o representante do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), Carlos Zelaya. Ele disse que uma boa parte dos cultivos de café do país está a uma altura de 1.200 a 800 metros sobre o nível do mar e um aumento da temperatura os afetaria.
Outro problema será a diminuição das chuvas, pois a mudança climática traria secas e, para 2050, muitos cultivos se perderão. Os cafeicultores buscarão, então, compensar a mudança climática cultivando em terrenos mais altos e terão que investir para instalar sistemas de micro-irrigação para prevenir perdas de cultivos pelas secas.
No entanto, a diretora executiva do Conselho Salvadorenho de Café (CSC), Ana Elena Escalante, disse que é importante conservar o bosque cafeeiro e, se possível, aumentá-lo para compensar o efeito estufa. Ela disse que, segundo dados da Fundação Salvadorenha para Pesquisas de Café (Procafé), o parque cafeeiro do país utiliza 11 milhões de árvores de sombra para proteger 626,5 milhões de cafezais.
A reportagem é do Prensa Latina, traduzida e adaptada pela Equipe Cafépoint.
Mudança climática pode afetar cafezais salvadorenhos
O parque cafeeiro de El Salvador poderá reduzir 60% nos próximos 40 anos pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas como consequência da mudança climática, alertaram especialistas locais.
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