Mostrando dados estatísticos dos últimos 200 anos, pelo menos, Molion relacionou que o aquecimento global ocorre não pelo efeito estufa, e sim pela falta de erupções vulcânicas. No período de erupções, cria-se uma barreira na atmosfera para o sol, que acaba reduzindo a intensidade de calor. Sem erupções, como temos vistos nas últimas décadas, a tendência natural é de temperaturas mais altas, mas não pelo efeito estufa, ou seja, pela mão do homem.
"Antes do homem lançar carbono na atmosfera era mais quente", demonstrou o professor. "Nós não alteramos a temperatura coisa nenhuma", indicou mostrando dados estatísticos das temperaturas médias, com os registros de maior calor registrados na década de 30.
O professor observou que há muita tendência a erros na forma e metodologia para se calcular as temperaturas médias, o que é também um problema. Ressaltou que a urbanização gera "Ilhas de Calor" nas cidades, pois não há evapotranspiração como nas regiões rurais. "Isso deixa tendenciosa a avaliação, se você pegar a média só das cidades", defendeu.
O professor afirmou que a concentração de CO2 (gás carbônico) cresceu 25% nas últimas décadas. "Mas antigamente houve até maiores concentrações", apresentou.
O doutor Luiz Carlos Molion afirmou que o relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), contém muitas "bobagens" e "imbecilidades". Ele foi irônico com as expressões do relatório do IPCC, como "é provável que isso (ou aquilo) ocorra", "é razoavelmente provável", entre outras. "Não se preocupem, vai demorar uns 100.000 anos pras temperaturas subirem como estão alarmando", chegou a dizer em um momento da palestra.
Em meio à apresentação, mostrou slides com a indicação que não necessariamente anos de maior concentração de CO2 são mais quentes. "A temperatura não tem nada a ver com a concentração de CO2. O CO2 pode aumentar e as temperaturas caírem", disse Molion.
Ainda quanto ao IPCC e seu relatório, o doutor observou que as considerações foram baseadas em modelos climáticos, que "falham ao reproduzir as estruturas do clima global".
Na palestra, o doutor indicou que por fluxos naturais (oceanos, solos e biota), são lançados na atmosfera, por ano, 200 bilhões de toneladas de carbono. "Nós só contribuímos com 6 bilhões, por ano", por isso o doutor indica que tal fluxo que o homem atua é pouco para tanta celeuma e preocupação. "O protocolo de Kyoto propôs uma redução de 5,2%, ou 0,3 bilhão de tonelada por ano. A contribuição do homem com essa redução seria de apenas 0,12% ao efeito estufa", disse, considerando também o protocolo uma imbecilidade.
Quanto à afirmação de que o aquecimento global, com o efeito estufa, vem causando catástrofes meteorológicas, Molion disse que também isso não é fato ou verdade. Apenas observa que, com a maior densidade populacional atual, os problemas tendem a se intensificar com maior número de vítimas diante de um evento. Entretanto, afirmou que "catástrofes meteorológicas sempre existiram no passado". E citou:
-1877-1879 - Seca no Nordeste brasileiro matou mais de 500 mil pessoas;
-1896 - Onda de calor nos Estados Unidos matou mais de 3 mil pessoas somente em Nova York;
-1788, 1921 e 1887: pela ordem, os 3 anos mais secos na Inglaterra nos últimos 250 anos;
-1900 - O mais mortífero furacão atingiu os Estados Unidos em Galvestone, matando 10.000 pessoas.
Conclusão
O doutor Molion conclui que acredita mais num esfriamento do que num aquecimento do globo nos próximos 20 anos. Indicou que o sol, principal fonte de energia, pode passar os próximos 22 anos com esfriamento. "O Pacífico vai esfriar e as temperaturas vão cair. Teremos uma nova fase fria do Pacífico", disse, associando a queda das temperaturas globais às temperaturas do Oceano Pacífico.
Texto de Lessandro Carvalho, da Agência Safras.
Alguns slides apresentados pelo professor Molion:

"Neste gráfico, o incremento de temperatura decresce exponencialmente".
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