Missão brasileira esteve no Vietnã

Em visita ao Vietnã, como parte de missão técnica , Luiz Carlos Bastianello, vice-presidente da Cooabriel, constatou que aquele país pode ter a maior safra dos últimos tempos.

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Em visita ao Vietnã, como parte de missão técnica formada juntamente com outros 19 representantes de produtores, industriais e exportadores do Brasil, Luiz Carlos Bastianello, vice-presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), do norte do Espírito Santo, constatou que aquele país pode ter a maior safra dos últimos tempos.

Segundo Bastianello, os próprios órgãos oficiais do Vietnã acreditam que a safra atual poderá ser até 1 milhão de sacas de 60 kg maior do que o recorde de 16,2 milhões de sacas, principalmente de café robusta, do qual o país asiático é o maior produtor mundial, seguido do Brasil, onde sua produção se concentra no Estado do Espírito Santo.

Apesar da grande safra e da tendência de alta nos preços, a missão brasileira chegou ao consenso que os vietnamitas não devem expandir muito a produção cafeeira nos próximos anos. Isso porque é preciso dedicar área agricultável a outras culturas importantes para a economia local como pimenta-do-reino, arroz e caju para produção de castanha.

Além disso, as terras são públicas e a área ocupada com café é limitada a 2 hectares por produtor. Outro entrave é a escassez de recursos hídricos. "Chegam ao ponto de irrigar cafezais aos baldes", destacou.

Por outro lado, os cafeicultores vietnamitas alegam que aumentaram os custos de produção. Investimento em adubo, por exemplo, só agora é feito em larga escala. No entanto, a mão-de-obra continua farta. O Vietnã, com apenas 4% da área do Brasil, tem população de cerca de 84 milhões de habitantes (pouco menos da metade da população brsileira). O custo da mão-de-obra na lavoura de café do Vietnã está estimado em cerca de US$ 3,50/homem/dia. No Brasil, seria de cerca de US$ 10,50, informou reportagem do Estadão/Agronegócios.

Entretanto, os produtores do Vietnã esbarram em problemas tecnológicos e de infra-estrutura. "Não se vê secadores de café, por exemplo, mas eles querem investir na renovação dos cafezais", observou Bastianello.
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