Ministério Público multa empresa por impurezas em café

O Ministério Público Estadual (MPE) de Ribeirão Preto autuou em R$ 84 mil a empresa Morsi Torrefação e Moagem de Café, cujo nome fantasia é Café Fazenda, de Ribeirão, pelo alto grau de impureza encontrado no café nos anos de 2006 e 2007. Outra multa deve ser aplicada, ainda sem data definida, pelo grau de impureza irregular detectado no ano passado.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 3
Ícone para curtir artigo 0

O Ministério Público Estadual (MPE) de Ribeirão Preto autuou em R$ 84 mil a empresa Morsi Torrefação e Moagem de Café, cujo nome fantasia é Café Fazenda, de Ribeirão, pelo alto grau de impureza encontrado no café nos anos de 2006 e 2007. Outra multa deve ser aplicada, ainda sem data definida, pelo grau de impureza irregular detectado no ano passado.

As denúncias das irregularidades partiram da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), por meio do Programa de Controle Permanente da Pureza do Café, que tolera até 1% de impureza no produto. Em 2006, o grau de impureza detectado foi de 4,5% e no ano seguinte, 2,5%. No ano passado, era de 8%.

Segundo o promotor de Justiça do Consumidor, Carlos Cezar Barbosa, a empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2006, no qual se comprometia a se adequar ao grau de impureza. "Isso significa que existe uma quantidade excessiva de cascas e paus no café que podem prejudicar a saúde, desencadeando uma gastrite ou uma irritação estomacal", afirmou Alexandre Lima, advogado da Abic. Além disso, segundo ele, é na casca do café onde se concentra o defensivo agrícola utilizado na plantação.

Segundo ele, o programa de controle faz coletas de todas as marcas comercializadas no país, que são analisadas em laboratório. Depois de constatadas as irregularidades, a Abic envia a denúncia ao MPE e também à Vigilância Sanitária local. Hoje, em Ribeirão, somente a empresa Café Utam é associada à Abic, o que garante o uso do selo de pureza. Um responsável pela empresa, que preferiu não ser identificado, confirmou que recebeu a notificação do MPE sobre a multa e afirmou que já tomou providências para a regularização do problema.

As informações são da Gazeta de Ribeirão, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Ícone para ver comentários 3
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Eliane de Andrade C. Nogueira
ELIANE DE ANDRADE C. NOGUEIRA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/11/2009

Demorou anos para se tomar uma atitude, é até uma vergonha o que acontece nesse país com esta questão. Simplesmente nós estamos falando de adulteração de alimentos e isso é gravíssimo. Tive uma torrefação de café durante 10 anos, mas não cosegui competir em preços com esse tipo de café (se é que pode se dizer), isso é crime e tem que ser punido.
José Antônio dos Reis
JOSÉ ANTÔNIO DOS REIS

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 06/11/2009

Enfim, a Justiça se deu conta do mal que os "mutucas" andam fazendo com o nosso famigerado cafezinho. Hoje temos uma gama de cafés milhorados. Isto mesmo: 70% de milho e 10% de café e os outros 20% sabe lá Deus o que é. Tudo isto com a complacência da ANVISA. Quando se passa por uma Torrefação, não se sabe se estão torrando café ou fazendo pipoca.
Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 03/11/2009

Está mais do que na hora de esta prártica se tornar realidade no Brasil todo. Vão ter que multar muita empresa, acredito que bem pra la de 3000.