Minas Gerais já possui 1.642 propriedades cafeeiras certificadas

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já certificou 1.642 propriedades de café. Esta atividade faz parte do Programa Certifica Minas Café que é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) e gerenciado pelo IMA.

Publicado por: CaféPoint

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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já certificou 1.642 propriedades de café. Esta atividade faz parte do Programa Certifica Minas Café que é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) e gerenciado pelo IMA.

O planejamento do Certifica Minas prevê que até dezembro deste ano, 1.750 propriedades de café sejam certificadas. E para isso acontecer, já foram auditadas 2.604 propriedades no Estado, desde o início do Programa em 2008. Destas 1.642 propriedades encontram-se com o status de certificadas. Até o momento em 2013, foram auditadas e aprovadas 1.050 propriedades cafeeiras.

O IMA possui 44 auditores entre Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agropecuários e Biólogos que atuam em todo o estado. Dentre atividades de certificação, O IMA é um Organismo Certificador de Produtos (OCP) do Inmetro, um Organismo Certificador de Produtos, tais como cachaça e orgânicos. No âmbito estadual, o Instituto detém ainda as certificações de cachaça (normas mineiras), SAT (alimentos sem agrotóxicos) e algodão.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, explica que para os cafeicultores, o Programa de Certificação de Café é uma oportunidade de se adequarem às exigências do mercado externo. “Medidas tais como a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e mecanismos de rastreabilidade agregam valor ao produto. E os agricultores familiares também estão incluídos no programa, e assim poderão gerir suas propriedades com técnicas mais eficientes”, afirma.

Vantagens da certificação

A certificação traz algumas vantagens ao produtor de café e ao consumidor: garantia de procedência do produto por aprovar que o café está livre de contaminação física, química e biológica; rastreabilidade, que permite ao consumidor ter informações sobre o café desde o plantio até o consumo; boas práticas de produção; o uso correto do solo e da água e a reutilização dos resíduos e a destinação de 20% da propriedade à preservação ambiental (implantação da Reserva Legal).

Além disso, a certificação permite a conservação ambiental com proteção de nascentes, áreas de preservação permanente e controle da poluição gerada pela atividade, proteção social dos trabalhadores, diminuição dos custos, melhoria da qualidade do café e, por sua vez, a possibilidade de alcançar mercados mais competitivos.

A inscrição no Programa de Certificação, à assistência técnica e as orientações para adequação das propriedades são feitas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG). Na fase de adequação, o produtor recebe orientação e executa trabalhos para atender à legislação trabalhista, ambiental e de boas práticas de produção. Feitas as modificações, o IMA faz a auditoria de conformidade nas propriedades aptas e emite relatório recomendando a certificação. Não há restrição para obter a qualificação que também está disponível para pequenos produtores, muitas vezes ligada à agricultura familiar.

As informações são da Agência Minas, adaptadas pelo CafePoint
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