MG: Unicoop investe no mercado de cafés especiais

A cafeicultura, em importantes áreas produtoras do Brasil, está associada às pequenas e médias propriedades rurais que, muitas vezes, encontram dificuldades na comercialização da produção, principalmente em meio à crise do setor cafeeiro. Neste contexto, surge a necessidade de formação de cooperativas com o propósito de proteger o pequeno produtor de eventuais variações de renda. O mercado de cafés especiais está em crescimento e se tornou uma estratégia para a União Cooperativa Agropecuária Sul de Minas (Unicoop), que passou a investir nesse nicho para amparar seus cooperados.

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A cafeicultura, em importantes áreas produtoras do Brasil, está associada às pequenas e médias propriedades rurais que, muitas vezes, encontram dificuldades na comercialização da produção, principalmente em meio à crise do setor cafeeiro. Neste contexto, surge a necessidade de formação de cooperativas com o propósito de proteger o pequeno produtor de eventuais variações de renda, promovendo agregação de valor ao produto e o acesso aos mercados consumidores.

Em função da nova dinâmica da cafeicultura mundial as cooperativas passam a desenvolver estratégias para o avanço nos segmentos posteriores à produção, o que permite aos pequenos produtores acessar os consumidores mais exigentes e o mercado externo. O mercado de cafés especiais está em crescimento em todo o mundo e se tornou uma estratégia para a União Cooperativa Agropecuária Sul de Minas (Unicoop), que passou a investir nesse nicho para amparar seus cooperados, que veem a possibilidade de comercializar a saca de café pelo preço de R$ 600,00.

A produção de cafés especiais tem sido estimulada por diversas organizações do setor, que acreditam que o produto pode representar uma vantagem competitiva para os cafeicultores brasileiros.

Com essa iniciativa, a Unicoop, além de agregar valor ao produto e possibilitar maior retorno aos cooperados, começa a mostrar para o mundo o Sul de Minas, que tem cafés em potencial que nunca foram valorizados devido à falta de incentivos à política cafeeira. "É nesse nicho mercadológico que estamos trabalhando, de levar esses produtos brasileiros para o mercado exterior. Estados Unidos e Japão são os principais mercados consumidores atualmente", disse o engenheiro agrônomo Alysson Troost.

A Unicoop, neste sentido, procura ajudar o produtor a aproveitar a rastreabilidade e o histórico do café, facilitando sua comercialização: "O café veio do Brasil, Minas Gerais, Três Pontas, passou pela Unicoop e veio de tal propriedade". Ao mesmo tempo em que o produtor recebe um histórico de quem comprou o seu café, para onde foi exportado e onde está sendo consumido, o comprador também saberá da origem do produto adquirido.

Esse segmento ainda representa um nicho de mercado a ser desenvolvido e que merece a atenção dos organismos do setor cafeeiro. Embora o cultivo de cafés especiais possa ser oneroso para o produtor, ele leva à racionalização da produção, promovendo maior equidade entre os elos da cadeia produtiva e melhorando o sistema gerencial da propriedade, além de o ambiente ao qual ela se insere. Alguns cooperados já estão sendo beneficiados com a ação do Departamento de Cafés Especiais da Unicoop. Produto que antes era comercializado diluído em meio ao café convencional hoje é selecionado e comercializado com o apoio da cooperativa, que adquire papel fundamental, visto que a maioria dos produtores não apresenta uma estrutura física ou econômica para assumir o lado comercial.

A matéria é de Renata Almeida Silva, para Bureau do Café, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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