MG: safra/08 maior 33,9% a 42,6% frente 2007

O potencial produtivo das lavouras de café no estado de Minas Gerais foi consideravelmente afetado pelas condições climáticas adversas observadas até o momento. A produção estimada para o estado de Minas Gerais é de 20,729 a 22,076 milhões de sacas de café beneficiado, o que representa um incremento de 33,9% a 42,6% em relação à safra 2007, devido à bienualidade, e uma redução de 2,66% em relação à safra 2006. Em números absolutos, espera-se um aumento entre 5,243 e 6,590 milhões de sacas em comparação com a safra passada e um recuo, considerando o ponto médio, de 585 mil sacas em relação à safra 2006.

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As condições climáticas em 2007 no estado de Minas Gerais se caracterizaram pela escassez de chuvas e temperaturas elevadas, com médias superiores aos índices históricos, provocando uma deficiência hídrica acentuada e prolongada. A estiagem iniciada a partir de março se estendeu até meados de setembro/início de outubro. Precipitações ocorridas no final de julho desencadearam as primeiras floradas em algumas regiões produtoras do estado. A partir de outubro, voltou a chover nas principais regiões produtoras de café, mas de forma bastante irregular, com chuvas esparsas, de intensidade variável e mal distribuídas. De maneira geral, o volume de chuvas tem sido insuficiente para suprir o acentuado déficit hídrico, de acordo com o primeiro levantamento conjunto da safra brasileira 2008 feito pela Conab/IBGE.

Na região do Cerrado Mineiro, o impacto da estiagem tem sido menor nas áreas irrigadas, embora as temperaturas elevadas tenham contribuído para uma perda excessiva de umidade do solo, comprometendo a eficiência dos sistemas de irrigação. Além disso, foi registrado ataque intenso de bicho mineiro em algumas localidades. A programação das adubações também sofreu atrasos em decorrência da escassez de chuvas.

Nas regiões Norte, Rio Doce e Jequitinhonha as condições adversas de clima foram ainda mais intensas.

O potencial produtivo das lavouras de café no estado de Minas Gerais foi consideravelmente afetado pelas condições climáticas adversas observadas até o momento. A estiagem prolongada provocou desfolhamento em grande parte das lavouras nas diferentes regiões produtoras. As floradas ocorreram de forma irregular, com intensidade variável. O déficit hídrico acentuado, aliado a altas temperaturas, provocou um elevado percentual de abortamento de flores e queda de chumbinhos em praticamente todas as regiões. A amplitude térmica, associada a ventos frios em regiões produtoras do sul de Minas, especialmente nas áreas de maior altitude, contribuiu para o ataque generalizado de Phoma.

Neste primeiro prognóstico da safra de café 2008, foram computadas as perdas decorrentes dos problemas climáticos enfrentados até a época do levantamento de campo, com uma expectativa de normalidade a partir de então. Cabe ressaltar, todavia, que o desempenho produtivo das lavouras ainda não está definido e que uma previsão mais precisa só poderá ser apresentada por ocasião do próximo levantamento de campo, após a formação definitiva dos frutos.

A produção estimada para o estado de Minas Gerais, dadas às premissas acima ressaltadas, é de 20,729 a 22,076 milhões de sacas de café beneficiado, o que representa um incremento de 33,9% a 42,6% em relação à safra 2007, devido à bienualidade, e uma redução de 2,66% em relação à safra 2006. Em números absolutos, espera-se um aumento entre 5,243 e 6,590 milhões de sacas em comparação com a safra passada e um recuo, considerando o ponto médio, de 585 mil sacas em relação à safra 2006.

A área cultivada é de 1,156 milhão de hectares, dos quais 90,2% (1,042 milhão) estão em produção e 9,8% (113,7 mil hectares) em formação.

De acordo com assessor de café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Wilson Lasmar, o aumento da safra não significa, necessariamente, uma queda de preços para o produtor. "O consumo interno no país cresceu quase 5% em 2007, chegando a 17 milhões de sacas", explica. Além disso, ele lembra que os estoques brasileiros de café estão baixos, evitando um excesso de oferta.

Outro fator que deve contribuir para a manutenção do preço é a exportação. "Nos primeiros onze meses de 2007, o valor das exportações mineiras de café cresceu 21% em relação ao ano anterior", explica Lasmar. As vendas do Estado geraram mais de US$ 2,3 bilhões. Em volume, o aumento das exportações foi de 8%, informou a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.
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