Mesmo com a crise mundial, o agronegócio de Minas Gerais apresentou em 2009 resultados melhores que a média nacional em diversos segmentos. O balanço do ano foi divulgado pelo secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues, durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira (14).
De janeiro a novembro, o Estado exportou 5,6 milhões de toneladas, crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período do ano passado O índice é muito superior à alta de 8,8% do total de exportações brasileiras do agronegócio. Em relação aos valores, as vendas mineiras para o mercado externo geraram receita de cerca de US$ 5,1 bilhões. Apesar da queda de 4,5% causada pela depreciação dos preços no mercado internacional, a redução foi inferior à média das exportações brasileiras do agronegócio, que teve um declínio de 10,8% na receita em relação aos onze primeiros meses do ano passado.
Outro número destacado pelo secretário foi a participação do agronegócio mineiro nas exportações totais do Estado, que passou para 28,8%. No ano passado, a fatia do agronegócio representou 23,3%. Para Gilman Viana, em 2009, o cenário foi de tolerância e o mercado mineiro "trafegou de maneira elogiável pela crise, com índices melhores que os índices médios do Brasil."
Apenas em novembro de 2009, as exportações do agronegócio mineiro apresentaram crescimento de 1,3% no valor e 21,4% no volume de exportações em relação ao mesmo mês de 2008, totalizando US$ 539,9 mil de receita e 534,9 mil toneladas.
Café
O café, no acumulado dos onze primeiros meses do ano, apesar da receita de US$ 2,6 bilhões com as exportações ter sido 4% menor que o mesmo valor do ano passado, registrou um crescimento de 11,9% no volume embarcado para o mercado internacional, com 1,1 milhão de toneladas. A produção em 2009 foi de 19,6 milhões de sacas, 16,8% menor que no ano passado. A queda é explicada pela bianualidade da cultura que alterna um ano de safra baixa com outra de safra elevada. Minas Gerais possui 1 milhão de hectares de lavouras de café.
O secretário Gilman Viana destacou as ações do Certifica Minas Café, primeiro programa de certificação de propriedades cafeeiras no Brasil executado por um governo estadual. Até o final deste ano, 800 propriedades estarão com certificado internacional de boas práticas de produção e a meta é chegar a 1500 fazendas até 2011. Um dos reflexos da certificação foi o convênio do Governo de Minas com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) para que a indústria pague aos cafés certificados pelo programa um prêmio que varia de 10 a 25% sobre o preço de mercado, garantindo mais renda para o cafeicultor mineiro.
As informações são do Governo de Minas Gerais, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
MG: safra e volume exportado cresce em 2009
Mesmo com a crise mundial, o agronegócio de Minas Gerais apresentou em 2009 resultados melhores que a média nacional em diversos segmentos. O café, no acumulado dos onze primeiros meses do ano, registrou um crescimento de 11,9% no volume embarcado para o mercado internacional, com 1,1 milhão de toneladas.
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