MG: mais de 430 propriedades cafeeiras são auditadas

O número de propriedades de café auditadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já somam 437 em Minas Gerais. As auditorias do órgão são pré-requisito para a certificação da propriedade produtora. Desde setembro, o órgão vem realizando auditorias de conformidade nas propriedades mineiras. Ainda este mês, acontecem outras, porém para a obtenção da certificação, que são realizadas pela empresa IMO Control do Brasil.

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O número de propriedades de café auditadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já somam 437 em Minas Gerais. As auditorias do órgão são pré-requisito para a certificação da propriedade produtora. Desde setembro, o órgão vem realizando auditorias de conformidade nas propriedades mineiras. Ainda este mês, acontecem outras, porém para a obtenção da certificação, que são realizadas pela empresa IMO Control do Brasil.

As propriedades foram distribuídas em 14 grupos por região. A certificadora fará as auditorias por amostragem, isto é, se as propriedades selecionadas forem aprovadas, as demais que compõem o grupo também serão.

Estima-se que em Minas Gerais há cerca de 120 propriedades certificadas, sendo em sua maioria, produtores de médio e grande porte. Esta certificação é suplementar e visa agregar mais valor ao produto. Não há restrição para se obter a qualificação que também está disponível para pequenos produtores, muitas vezes atrelada à agricultura familiar.

Este ano, cerca de R$ 329 mil foram destinados à certificação de propriedades de café, que é uma das metas previstas no Projeto Estruturador Certifica Minas, gerenciado pelo IMA. O planejamento do projeto prevê que até 2011, 1.500 propriedades de café sejam certificadas.

A inscrição no Programa de Certificação, a assistência técnica e as orientações para adequação das propriedades são feitas gratuitamente pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Na fase de adequação, o produtor recebe orientação e executa trabalhos para atender à legislação trabalhista, ambiental e de boas práticas de produção. Feitas as modificações, o IMA faz a auditoria de conformidade nas propriedades aptas e emite relatório recomendando ou não a certificação.

A certificação traz vantagens ao produtor de café e ao consumidor: conservação ambiental com proteção de nascentes, áreas de preservação permanente e controle da poluição gerada pela atividade; proteção social dos trabalhadores; diminuição dos custos; melhoria da qualidade do café e, por sua vez, a possibilidade de alcançar mercados mais competitivos; e, finalmente, a rastreabilidade do café, que é um dos principais mecanismos de proteção ao consumidor.

A certificadora

A certificadora suíça IMO (Instituto de Mercado Ecológico), conveniada com o Governo Mineiro, através de Resolução da Secretaria de Estado da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa), se responsabiliza pelos serviços finais de inspeção e certificação do sistema de controle de qualidade do café, que dá ênfase para as boas práticas de produção. A certificação concedida por ela garante o acesso aos maiores mercados consumidores: Europa, Estados Unidos e Japão.

A IMO certifica, ainda, produções agrícolas com base no regulamento europeu e nas exigências dos principais selos privados. Há mais de 20 anos no mercado e pioneira no ramo de produtos certificados na Europa, a IMO está presente em 50 países, com mais de 20 mil projetos certificados que abrangem uma área de 200 mil hectares. A empresa, com sede em São Paulo, oferece seus serviços no mundo inteiro, em diversas áreas, para produtores, indústrias e exportadores. As informações são da Agência Minas.
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Cláudio José da  Fonseca Borges
CLÁUDIO JOSÉ DA FONSECA BORGES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/12/2008

Os preços não cobrem os custos...

Primeiramente, temos que viabilizar/salvar a atividade, em segundo lugar podemos pensar em aumentar os custos implementando certificações.

A atividade só é viável nesses preços, se atendidas 3 pré condições: lavoura irrigada, em terreno plano e colhida à máquina.

As demais não se sustentam (café de morro no sul de minas, por exemplo)... para essas, o modelo tem que ser diferente.