O georeferenciamento do parque cafeeiro de Minas Gerais é uma demanda antiga. Sem o conhecimento do parque cafeeiro, torna-se difícil a construção de uma metodologia unificada de estimativa de safra. Neste sentido, reunião realizada na quinta-feira (18), na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), promoveu a articulação entre representantes do Instituto de Geociências Aplicadas de Minas Gerais (IGA), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Embrapa Café e Emater com o objetivo de elaborarem um amplo projeto para a construção de um portal de dados geocartográficos sobre a cafeicultura em Minas Gerais.
O projeto que será encaminhado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) vai representar um grande salto rumo à cafeicultura do futuro. Além do georeferenciamento de todas as regiões cafeeiras, será proposta a criação de um protocolo com informações detalhadas sobre a microrregião da Mantiqueira, englobando 22 municípios do entorno de Carmo de Minas, onde já vem sendo realizado projeto para o reconhecimento de Indicação Geográfica na modalidade de Denominação de Origem. O aprofundamento das informações nesta região servirá de modelo para aplicação em todo o Estado.
Na reunião, Cláudia Lúcia Leal Werneck, diretora geral do IGA, salientou o desafio de construir e manter um banco de informações cartográficas e de georeferenciamento, como norteador de um sistema que apóie as tomadas de decisões do setor, bem como para políticas públicas do Estado.
Hoje, o Instituto realiza o mapeamento da área metropolitana de Belo Horizonte que engloba 55 municípios, em 800 cartas que serão disponibilizadas em ambiente virtual, em escala 1 para 10 mil. As informações cartográficas do Estado já seguem ao Decreto Federal de Infra-Estrutura Nacional de Dados Espaciais. Segundo Werneck, o IGA se propõe a duas ações fundamentais em sinergia com as demais instituições que irão compor o projeto: disponibilizar informações cartográficas de qualidade e oferecer um sistema para congregar as informações relevantes para construção de um geoportal temático do café.
Para a pesquisadora da Embrapa Café, Helena Maria Ramos Alves, da equipe do Laboratório de Geoprocessamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) - GeoSolos, a somatória de esforços de todas as instituições que já trabalham com o georeferenciamento, sobretudo com a participação do IGA, favorecerá a transposição do principal entrave para o completo mapeamento da área cafeeira no Estado.
Esta integração também é ressaltada pelo professor da UFLA, Flávio Meira Borém, especialista em pós-colheita e qualidade do café. Para ele, o georeferenciamento possibilitará ainda a identificação de potencialidades regionais para atender à demanda crescente por cafés de qualidade superior, com agregação de informações que poderão diferenciar o café mineiro no mercado internacional. Nesta mesma linha de pesquisa, o professor Borém vai apresentar à SECTES um projeto para criação de um guia anual de qualidade do café em Minas Gerais. "A diferenciação de sabores e a valoração do café mineiro é uma das principais metas do Polo de Excelência do Café", enfatiza o gerente executivo Edinaldo José Abrahão.
As informações são do Blog do PEC/Café, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
MG: instituições estudam criação de Geoportal do Café
Visando o conhecimento do parque cafeeiro, foi realizada uma reunião na quinta-feira (18), na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), promovendo a articulação entre representantes do Instituto de Geociências Aplicadas de Minas Gerais (IGA), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Embrapa Café e Emater com o objetivo de elaborarem um amplo projeto para a construção de um portal de dados geocartográficos sobre a cafeicultura em Minas Gerais.
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