MG: Debate público discutiu política do café

A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) realizou, na segunda-feira, dia 23, reunião para discutir o papel do governo estadual na política do café. O presidente do CNC cobrou do vice-governador do Estado uma ação mais efetiva de Minas Gerais na pressão ao Governo Federal no que toca ao equacionamento da dívida do setor rural.

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A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) realizou, na segunda-feira, dia 23, por iniciativa dos deputados estaduais Carlos Mosconi e Antônio Carlos Arantes, reunião para discutir o papel do governo estadual na política do café.

Com a presença de lideranças sindicais, dirigentes das principais cooperativas de Minas, do deputado federal Carlos Melles, de Robério Silva, chefe de gabinete da SPAE do Ministério da Agricultura, de vários secretários de Estado e do vice-governador mineiro, Antonio Anastásia, do presidente da Comissão do Café da CNA, Breno Mesquita, de dirigentes da Faemg e do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, o encontro durou mais de 6 horas.

O presidente do CNC cobrou do vice-governador do Estado uma ação mais efetiva de Minas Gerais na pressão ao Governo Federal no que toca ao equacionamento da dívida do setor rural. A intervenção de Ximenes dirigida ao governo mineiro foi enfática ao frisar que os produtores de café precisam de um programa bem estruturado para o pagamento dos débitos.

O Governo Federal, segundo ele, vem fazendo acertos pontuais no cronograma de pagamento, sempre em resposta ao surgimento de situações de dificuldade do serviço da dívida. Isso tem que acabar com a consolidação da dívida pelo prazo de vinte anos para sua amortização.

Ficou claro, durante o encontro, que os membros do setor cafeeiro de Minas têm várias ideias quanto a ações na procura por uma melhor remuneração, mas, sem políticas públicas de controle da oferta, a chance de sucesso coletivo dessas medidas é baixa.

A solução dos problemas da cafeicultura mineira, Estado que depende e responde por mais de 70% das vendas externas do Brasil de café arábica, demanda do governo de Minas Gerais uma presença institucional na formulação das políticas públicas do Brasil. Enquanto o café tem, atualmente, baixo apego na esfera federal, ele é de vital importância para a economia rural do Estado.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais agora ficou com a responsabilidade de montar uma proposta concreta de institucionalização de um arranjo para cuidar do café e de procurar articulações entre o Estado e a União.

As informações são do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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