Mês de julho, estação do Inverno. Tempo de frio, sol, estiagem e de colheita de café. Neste ano, no entanto, o que se tem visto na região é muita chuva e poucos dias de sol. A variação climática tem complicado a vida de produtores de café, já entristecidos por outros problemas como a queda nos preços do produto e alta nos insumos, além dos custos com a mão-de-obra na apanha dos grãos nos pés. Os apanhadores ganham por produtividade (por medida de 60 litros de café colhido) e, neste ano, essa mão-de-obra também ficou mais cara, saltando de uma média de R$ 7,00 para R$ 10,00 a medida de café colhido.
No município de Botelhos, uma forte chuva de granizo se encarregou de derrubar dos galhos o café que estava em ponto de colheita. Rajadas de vento passaram assolando as plantações de comunidades rurais como dos bairros Ribeirão Santo Antônio e Panelão.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater de Botelhos, José Luiz Ansani, a área afetada não é tão grande, porém, os estragos foram marcantes. "O vento e o granizo passou arrancando tudo. E como o café já estava maduro, foi para o chão", conta. Agora, o custo, que já era alto para apanhar o café dos pés, pode triplicar em função das dificuldades de uma varrição - operação que consiste no levantamento dos galhos mais baixos do pé de café para varrer por baixo e depois peneirar o café, separando-o de toda a sujeira, como terra, folhas e galhos.
Essa é uma tarefa árdua, que requer muito mais esforço do trabalhador e se torna mais cara à medida que baixa o rendimento da produção do café colhido. Para realizá-la, no entanto, o cafeicultor precisa esperar pela melhora do tempo, dias de sol intenso, capaz de pôr fim ao excesso de umidade no meio das lavouras. "Enquanto não fizer uns dias de sol, não tem como o cafeicultor iniciar este serviço, porque, com a terra molhada, a peneira fica muito pesada, e os grão de café não se separam da sujeira", explica. Quanto mais o tempo úmido demorar, mais comprometida pode ficar a qualidade do café que permanece no chão molhado.
"É que, ao invés de se iniciar o processo de secagem, os grãos podem começar a fermentar e compromete o sabor final da bebida", diz. Ele ressalta, no entanto, que Botelhos não enfrenta um problema isolado. "Teve o agravante da chuva de granizo, mas, em toda a região, os cafeicultores estão passando aperto para colher o café em decorrência do mau tempo", lembra.
A chuva de granizo e com forte vendaval é atípíca para a região nesta época do ano. "Tem moradores deste bairro, com 80 anos de idade que disseram nunca ter visto chuva de pedra nesta época do ano. Os produtores foram realmente duramente castigados", diz.
As informações são de Margarida Hallacoc, do jornal Hoje em Dia, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
MG: chuvas atrapalham colheita e secagem do café
Mês de julho, estação do Inverno. Tempo de frio, sol, estiagem e de colheita de café. Neste ano, no entanto, o que se tem visto na região é muita chuva e poucos dias de sol. A variação climática tem complicado a vida de produtores de café, já entristecidos por outros problemas como a queda nos preços do produto e alta nos insumos, além dos custos com a mão-de-obra na apanha dos grãos nos pés.
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