MG: cafeicultura de montanha é foco de estudo

Com o objetivo de gerar um conjunto de informações que norteiem a promoção e o desenvolvimento da cafeicultura de montanha em Minas Gerais, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), por meio do Instituto Antonio Ernesto de Salvo (INAES), realizam o projeto "Cafeicultura Mineira de Montanha", que compreende a caracterização e a elaboração de propostas de políticas públicas.

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Com o objetivo de gerar um conjunto de informações que norteiem a promoção e o desenvolvimento da cafeicultura de montanha em Minas Gerais, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), por meio do Instituto Antonio Ernesto de Salvo (INAES), realizam o projeto "Cafeicultura Mineira de Montanha", que compreende a caracterização e a elaboração de propostas de políticas públicas. Os resultados preliminares deste projeto foram apresentados nesta quarta-feira (05), no Centro de Excelência do Café (CEC), em Machado. O INAES é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP - que visa propor soluções para o agronegócio, contribuindo para o planejamento do setor e para a elaboração de políticas públicas específicas.

Tradicionalmente, Minas Gerais é separado em quatro regiões produtoras: Sul de Minas (que concentra 25% da produção nacional), Matas de Minas, Cerrado e Chapada de Minas. Fruto de particularidades econômicas, ambientais e geográficas, a produção de café também pode ser subdividida em cafeicultura de cerrado e cafeicultura de montanha. Segundo levantamento do INAES, a região de montanha tem se mostrado mais vulnerável às incertezas do mercado, fruto de algumas particularidades que a distinguem, como a maior necessidade de mão de obra, dada a condição geográfica e a estrutura produtiva, predominantemente de pequenos agricultores familiares.

Neste sentido, o foco deste projeto é justamente melhorar a caracterização deste tipo de cafeicultura, respeitando suas particularidades e dificuldades inerentes, propiciando um melhor direcionamento de políticas públicas voltadas a este perfil de produção. Ao todo, foram amostradas 1026 propriedades, sendo 362 na Zona da Mata, e 664 no Sul de Minas, estratificadas em pequenos, médios e grandes produtores.

De acordo com o coordenador técnico do projeto "Caracterização da Cafeicultura de Montanha", José Luis Rufino, o estudo demonstra particularidades da produção de café por meio da mensuração dos impactos econômicos, sociais e ambientas deste segmento produtivo. Além disso, os indicadores levantados para a construção do perfil e características da propriedade cafeeira apresentam um comparativo entre pequenos, médios e grandes produtores da Zona da Mata e do Sul de Minas.

Chefe da assessoria técnica da FAEMG e superintendente do INAES, Pierre Santos Vilela apresentou alguns pontos estratégicos para o desenvolvimento da cafeicultura de montanha, como a consolidação da marca do café produzido nestes territórios, o fortalecimento das organizações representativas e da extensão rural, valorização e fixação da mão-de-obra na cafeicultura; capacitação para diversificação da atividade rural, incentivo ao associativismo e articulação junto ao governo para mediar o acesso ao financiamento e para solução dos problemas ambientais.

A reunião teve como objetivo incentivar o debate sobre a proposição de políticas públicas, aproveitando a participação de cafeicultores, lideranças de sindicatos e cooperativas, além de profissionais da EMATER-MG. Presente na reunião, Edinaldo José Abrahão, representando o Polo de Excelência do Café (PEC/Café), ressaltou a importância de estudos que contribuam para a caracterização da cafeicultura mineira. "Nós precisamos conhecer o nosso parque cafeeiro e suas particularidades para propor e nortear linhas de pesquisa, projetos inovadores e políticas específicas que possibilitem uma maior valorização da cafeicultura mineira. Este estudo é um grande passo", enfatiza.

As informações são do Polo de Excelência do Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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