A produção total de café em Minas Gerais está estimada em 26,94 milhões de sacas na safra 2012, com variação percentual de 3,3% para mais ou para menos.
A produtividade média do Estado atingiu 26,30 sacas por hectare. Em comparação com a produção anterior, a estimativa sinaliza crescimento da safra cafeeira em 21,5%. Os dados são da quarta Avaliação da Safra Cafeeira 2012, elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os cafezais mineiros encontram-se em boas condições, o que poderá favorecer a qualidade da safra 2012/13. Segundo os pesquisadores da Conab, o incremento registrado em Minas Gerais se deve à bienalidade positiva da cultura, ao aumento da área em produção e a melhora dos tratos culturais nas lavouras incentivados pela recuperação dos preços do café.
Para o Brasil, a Conab estima que a produção de café, tanto arábica como conilon, na safra 2012 deverá ser de 50,82 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. O resultado representa crescimento de 16,9% quando comparado com à produção obtida na temporada anterior que foi de 43,48 milhões de sacas.
Segundo o relatório da Conab, em Minas Gerais está concentrada a maior área em produção com 1,028 milhão de hectares, predominando a espécie arábica com 98,6%. A área total estadual representa 50,1% da área cultivada com café no país.
Em 2012 a área de produção estadual foi expandida em 2,8%. As condições climáticas para o Estado foram favoráveis a partir de meados do mês de novembro de 2011, o que aliado ao incremento dos tratos culturais promoveu o pegamento das flores e frutos proporcionando bom desenvolvimento vegetativo e produtivo dos cafezais.
Nas regiões da Zona da Mata e Leste de Minas, as condições climáticas adversas no período pós-florada somadas a estiagem nos meses de fevereiro e março, prejudicaram o desenvolvimento dos frutos, impactando negativamente na produtividade.
As chuvas registradas no início da colheita, período em que não eram esperadas precipitações, comprometeram parcialmente a qualidade do café colhido em praticamente todas as regiões produtoras do Estado.
Cerrado - A produção de café na região do Cerrado, que inclui a produção do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste, teve um incremento da ordem de 55,7%, quando comparada com a safra anterior. A alta se deve ao acréscimo de 4,5% na área em produção e a bienalidade da cultura, que na safra atual é de alta na região. Em relação ao levantamento anterior, realizado em agosto de 2012, houve um acréscimo de 3,1% na produtividade, que passou de 35,8 sacas por hectare para 36,9 sacas por hectare.
O aumento de produtividade foi maior nos municípios onde predominam lavouras de sequeiro, particularmente nos municípios de Patrocínio e Serra do Salitre, que pela expressividade de áreas cafeeiras contribuíram significativamente para o aumento da produção de café na região.
Os elevados níveis de produtividade, também refletem os investimentos nas lavouras, decorrente dos bons preços do produto no mercado ao longo de 2011 e as condições climáticas que, de maneira geral, foram favoráveis.
A produção estimada para as regiões Sul e Centro-Oeste de Minas Gerais é de 13,79 milhões de sacas de café, volume 32,1% superior à safra anterior. A produtividade média alcançada é de 26,62 sacas por hectare contra 20,67 sacas por hectare registradas na safra 2011.
A Conab aponta que o potencial produtivo das lavouras em safra de bienalidade alta foi prejudicado pelas adversidades climáticas ao longo do ciclo produtivo da cultura. As chuvas na fase inicial da colheita reduziram a qualidade do café, não só provocando fermentação direta dos grãos como também por ter aumento da queda dos frutos.
Ao contrário das demais regiões, a Zona da Mata apresenta redução da produção de 14,34% quando comparada com a safra anterior. De acordo com os pesquisadores da Conab, a situação se deve à inversão da bienalidade em vários municípios e também por condições climáticas desfavoráveis, caracterizadas pelo excesso de chuvas e baixas temperaturas no período pós-florada, seguido por uma estiagem nos meses de fevereiro e março e chuvas no início da colheita.
A queda na produção também reflete o desgaste natural sofrido pelas lavouras em razão da alta produtividade alcançada na safra 2011. O conjunto de fatores acabou prejudicando não apenas a produtividade como também a qualidade do produto colhido.
As condições climáticas desfavoráveis também interferiram na produção das regiões Leste, Mucuri, Norte de Minas e Jequitinhonha. Mesmo com as adversidades, a safra 2012 deverá ser maior quando comparada com a safra anterior, devido ao alto percentual de lavouras irrigadas, do aumento dos tratos culturais e por 2012 se tratar de bienalidade alta na região. A Conab destaca o acréscimo da produção de café na região Norte em 36,53% em comparação com 2011.
Mas, pelo maior peso estatístico da produção da Zona da Mata, na base amostral, a produção estimada para a região da Zona da Mata, Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Central e Norte de Minas, que é calculada em conjunto, é de 6,92 milhões de sacas, redução de 10,6% quando comparada com a safra anterior.
A produtividade média alcançada foi de 20,24 sacas por hectare, contra 23,13 sacas por hectare na safra 2011, recuo de 12,47%.
As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pelo CaféPoint.
MG: análise sobre dados da Conab a respeito da cafeicultura no estado
A produção total de café em Minas Gerais está estimada em 26,94 milhões de sacas na safra 2012, com variação percentual de 3,3% para mais ou para menos.A produtividade média do Estado atingiu 26,30 sacas por hectare. Em comparação com a produção anterior, a estimativa sobre dados da Conab sinaliza crescimento da safra cafeeira mineira em 21,5%.
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