México luta para recuperar produção afetada pelo frio

A colheita de café do México, cuja safra foi afetada por uma onda de frio no início do ano, lutará para se recuperar no período de 2010/11 diante da destruição total de alguns cafezais. No inverno passado, registrou-se um frio incomum que arruinou colheitas nos estados produtores como Veracruz, Puebla e San Luis Potosí, causando perda de 200.000 a 300.000 sacas de 60 quilos do grão.

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A colheita de café do México, cuja safra foi afetada por uma onda de frio no início do ano, lutará para se recuperar no período de 2010/11 diante da destruição total de alguns cafezais. No inverno passado, registrou-se um frio incomum que arruinou colheitas nos estados produtores como Veracruz, Puebla e San Luis Potosí, causando perda de 200.000 a 300.000 sacas de 60 quilos do grão.

O diretor da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), Rodolfo Trampe, reduziu em 4,5% seu prognóstico para a colheita de 2009/10. O México fecharia sua colheita em setembro com 4,2 milhões de sacas, das quais 2,2 milhões seriam exportadas, disse Trampe. A Amecafé tinha um prognóstico anterior de 4,4 milhões de sacas. Trampe espera que durante o próximo ciclo cafeeiro, que se inicia em outubro, se mantenham os níveis atuais ou se aumentem ligeiramente. No entanto, os produtores nas regiões mais afetadas não se mostram tão otimistas.

Em Veracruz, algumas árvores foram destruídas completamente pelas geadas e é pouco provável que a produção se recupere rapidamente, disse o líder do setor cafeeiro nesse estado, Gabriel Barreda. "Muitas das plantações recuperarão sua produção até dentro de dois anos. As florações em março e abril foram muito pobres". Além disso, recentemente o estado foi afetado pelas fortes inundações, ainda que as regiões mais afetadas se localizam longe das regiões cafeeiras.

Os cortes nas colheitas do México e da América Central esse ano contribuíram para um aumento dramático nos preços dos futuros do tipo arábica, que atingiram seu máximo em 13 anos no final do mês passado. Trampe disse que os preços poderiam se normalizar assim que se inicie a nova colheita, quando se espera uma recuperação na produção por parte da Colômbia e da Guatemala. "Vai haver um fluxo de café que hoje não existe".

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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