México investe em qualidade para atrair compradores

O México deve produzir 4,6 milhões de sacas de café de 60 quilos na safra de 2010/11, quase 5% a mais que o estimado na atual safra, enquanto seus produtores buscam mais certificações gourmet para o produto. Além do aumento da produção, a Amecafé também está buscando aumentar o volume de café catalogado como especialidade, orgânico ou sustentável para entre 20% a 25% no ano que vem dos 7% atuais.

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O México deve produzir 4,6 milhões de sacas de café de 60 quilos na safra de 2010/11, quase 5% a mais que o estimado na atual safra, enquanto seus produtores buscam mais certificações gourmet para o produto.

O diretor da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), Rodolfo Trampe, disse em uma entrevista a Reuters que, apesar de ser muito cedo ainda para se ter uma estimativa final para a próxima colheita, a produção deve subir com relação às 4,4 milhões de sacas previstas para a atual safra, que foi afetada por uma frente fria no final do ano passado.

As chuvas recentes resultadas de tormentas tropicais que têm afetado parte da costa mexicana não tiveram forte impacto na colheita, disse o coordenador de operações da Amecafé, Roné Avila. "No ciclo passado, a floração veio de uma vez, não havia mão-de-obra nem infra-estrutura suficiente, mas esse ano, esperamos que, apesar das chuvas, teremos uma boa produção".

Além do aumento da produção, a Amecafé também está buscando aumentar o volume de café catalogado como especialidade, orgânico ou sustentável para entre 20% a 25% no ano que vem dos 7% atuais. O México tem um atraso com relação a alguns de seus vizinhos da América Central, como Guatemala e Costa Rica, que têm se esforçado em aumentar a qualidade de seu café com o objetivo de se aproximar dos compradores internacionais dispostos a pagar mais por um grão de maior qualidade.

"Não compramos café das fazendas do México porque é difícil encontrar café que promete alta qualidade no futuro", disse o representante da rede de cafeterias Starbucks, Alfredo Casas, em um evento na Cidade do México.

O México está se associando com a entidade norte-americana Quality Coffee Institute para implementar um sistema para certificar cafés de diferentes tipos sob a marca "Q Coffee". Certificar um bloco significativo de café mexicano com um selo de qualidade poderia representar US$ 80 milhões a mais por ano para a indústria, disse o consultor da Amecafé, Manuel Díaz. O mercado internacional para cafés especiais cresce a uma taxa de 20% ao ano, disse ele.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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