México: cafeicultores buscam ajuda do Governo para garantia de preços

Os produtores de café do México estão pedindo a expansão de um inovador programa governamental de coberturas de preços de matérias-primas e, assim, aumentar sua participação em um esquema que já beneficia outros mercados agrícolas.

Publicado por: CaféPoint

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Os produtores de café do México estão pedindo a expansão de um inovador programa governamental de coberturas de preços de matérias-primas e, assim, aumentar sua participação em um esquema que já beneficia outros mercados agrícolas.

A associação nacional de produtores de café do México (Amecafé) quer que o Governo destine um orçamento de US$ 12,7 milhões para subsidiar contratos para café arábica e robusta em Nova York e Londres, segundo proposta enviada esse ano.

O México, sexto maior produtor de café do mundo, produz em sua maioria grãos arábica de alta qualidade para exportação e um pouco de robusta, mas tem que importar para cobrir a demanda da indústria que faz café solúvel.

"É uma necessidade do setor", disse o coordenador de operações da Amecafé, René Avila. "O Governo é mais aberto a esse tipo de programas de proteção, tanto para o produtor, como para o vendedor".

A Secretaria de Agricultura executa um programa através do Aserca, um de seus organismos, que subsidia compradores e produtores que querem colocar contratos nos mercados internacionais de matérias-primas. O programa cobre entre 50% e 100% do custo para entrar no mercado e opera em nome de produtores individuais, em um amplo alcance de produtos, principalmente milho, trigo e sorgo.

Com o mecanismo de coberturas, o Governo pode garantir um preço piso para produtores e um teto para compradores para garantir que não se vejam prejudicados se os vaivéns do mercado moverem os preços radicalmente para um lado ou para o outro.

No ano passado, o Governo do país destinou orçamentos entre US$ 4,2 e US$ 8,5 milhões para o setor cafeeiro para proteger os produtores de uma queda inesperada nos preços, disse o diretor do Aserca, Manuel Martínez de Leo. O Aserca cobre normalmente entre 383.000 e 460.000 sacas de café por ano, somente uma parte das 2,5 milhões de sacas exportadas em média pelo México por ano, disse ele.

No entanto, esse programa não cobre o comprador. A Amecafé que mudar isso. Enquanto o consumo local aumenta, com cafeterias abrindo por todo o país, os torrefadores locais querem entrar em um esquema para se proteger contra a alta de preços e não cumprimentos.

Os preços do café caíram um pouco em maio comparado com o mês anterior, mas cresceram 78% desde maio do ano passado em uma larga lista de altas impulsionadas por estoques apertados globais e compras de fundos.

Alguns produtores mexicanos não cumpriram seus contratos quando os preços subiram mais além do preço combinado no ano passado, disse um operador de café de Londres. Atualmente, o Governo compra contratos de futuros no IntercontinentalExchange (ICE), de Nova York, mas os cafeicultores querem que também operem na Liffe, de Londres, que comercializa mais variedades de robusta.

A Secretaria da Agricultura não disse se vai aprovar a proposta da Amecafé, mas o chefe da Aserca disse que o setor deve começar a ajudar a compartilhar mais os custos. A ideia é que, eventualmente, os produtores operem nos mercados por sua própria conta, inclusive, se estão sendo apoiados de alguma forma pelo Governo, disse Martínez de Leo.

O apoio poderia ser mais parecido a um programa no Brasil, o maior produtor de café do mundo, que oferece empréstimos a produtores para cobrir os custos das coberturas.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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