A água utilizada na lavagem e no descascamento dos frutos de café pode ser reutilizada nessas operações, possibilitando uma economia de 40%. Para possibilitar esse reaproveitamento é preciso remover parte dos resíduos que essa água contém, o que pode ser feito pelo Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR), desenvolvido por meio de uma parceria entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Embrapa Café e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Café.
À medida que vai sendo reutilizada, aumenta a quantidade de nutrientes na água, que pode ser reaproveitada para a irrigação de lavouras, suprindo parte do que é necessário para o desenvolvimento de culturas e diminuindo os custos com aplicação de fertilizantes. A eficácia dessa tecnologia foi comprovada pelo projeto “Aproveitamento da Água Residuária do Café”, liderado pelo pesquisador Sammy Fernandes, cedido à Epamig pela Embrapa Café.
O Sistema de Limpeza de Águas Residuárias é constituído de caixas e peneiras que associam os processos de decantação e peneiramento. De acordo com Sammy Fernandes, a instalação do sistema é fácil e de baixo custo. “Os gastos são pequenos e acessíveis aos agricultores familiares. A unidade mais básica sai em torno de R$ 2 mil. São necessárias caixas de decantação e retenção, associadas a uma caixa de remanejamento, na qual se acopla uma bomba”, explica. O pesquisador conta que o sistema padrão processa cerca de 10 mil litros por vez, o que resulta em 20 sacas de café beneficiadas. “Embora os testes tenham usado esse parâmetro, acreditamos que o SLAR pode ser utilizado em unidades com maior capacidade”, esclarece.
“O Sistema de Limpeza de Águas Residuárias vem sendo divulgado em vários eventos realizados na Zona da Mata Mineira e na região Serrana do Espírito Santo. Estamos agora difundindo a tecnologia para outros locais. No ano passado fizemos um treinamento na região de Guaxupé, no sul de Minas”, completa Sammy Fernandes.
As informações são da Agência Minas, adaptadas pelo CafePoint
Método desenvolvido pela Epamig permite reaproveitamento da água usada para lavar o café
A água utilizada na lavagem e no descascamento dos frutos de café pode ser reutilizada nessas operações, possibilitando uma economia de 40%. Para possibilitar esse reaproveitamento é preciso remover parte dos resíduos que essa água contém, o que pode ser feito pelo Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR), desenvolvido por meio de uma parceria entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Embrapa Café e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Café.
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