O fenômeno El Niño ainda está relativamente fraco. Por isso mesmo, foram registradas chuvas fortes e generalizadas das últimas semanas, que induziram a florada. Até o fim de dezembro, a previsão é de precipitações irregulares e ligeiramente abaixo da média em algumas áreas, como o norte do Paraná e oeste de São Paulo. Entretanto, mesmo nestas regiões, não são esperados períodos muito prolongados com tempo seco. Já nas demais áreas produtoras, a previsão para os próximos três meses é de chuvas ligeiramente acima da média climatológica.
Norte do Paraná
O mês de outubro segue com precipitações frequentes, mas não há expectativa de precipitações acima da média no próximo mês. Entretanto, em novembro e dezembro, as precipitações devem ficar bem mais espaçadas, ocorrendo a cada 15 ou 20 dias. Ou seja, apesar da diminuição das precipitações, não há previsão de ausência total das chuvas nos dois últimos meses do ano. No verão, durantes os meses de janeiro e fevereiro, a distribuição das chuvas deve ser semelhante. Apenas a partir de março, observaremos maior freqüência das precipitações.
Oeste de São Paulo
O oeste de São Paulo deve viver uma situação semelhante ao do norte do Paraná até novembro. Ou seja, há previsão de chuvas frequentes em outubro e diminuição das precipitações em novembro. A única diferença está apenas na quantidade da chuva prevista para outubro: esperam-se precipitações acima da média neste mês. A partir de dezembro e em todo o verão, a previsão é do retorno das chuvas frequentes. Apesar de frequentes, não há previsão de chuvas acima da média até o fim de março.
Mogiana e Sul de Minas Gerais
As chuvas fortes e frequentes devem prosseguir até o primeiro decêndio de novembro. A partir daí, as precipitações vêm com um intervalo entre 10 e 15 dias até o início de fevereiro. Em março, as chuvas mais intensas e generalizadas retornam ao nordeste do estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais.
Cerrado de Minas
Por estar mais distante do mar, onde as frentes frias passarão com maior intensidade, esperam-se chuvas menos frequentes que as previstas para o sul de Minas Gerais, por exemplo. De qualquer forma, os períodos com tempo seco não devem exceder os 15 dias. Já entre dezembro e o fim do verão, esperam-se "invernadas" (vários dias chuvosos e mais frios) alternados com algo entre 10 e 15 dias com tempo seco e quente.
Zona da Mata de Minas e Sul do Espírito Santo
Não há previsão de grandes desvios nem irregularidade na distribuição das chuvas pelos próximos seis meses nas duas regiões.
Centro e Norte do Espírito Santo
O centro e o norte do Espírito Santo poderá sofrer com o excesso de chuvas entre dezembro e janeiro. Algumas simulações indicam desvios de até 300% em dezembro e de 200% em janeiro por conta do estacionamento das frentes frias sobre a região e a formação de longas invernadas. Nos demais meses, esperam-se precipitações próximas da média climatológica.
Sul da Bahia
O sul da Bahia recebeu chuvas fortes nos últimos dias de setembro. Foram aproximadamente 20mm. A partir de agora, espera-se um período relativamente prolongado com tempo seco e quente. As simulações indicam chuvas apenas a partir do último decêndio de outubro. A partir daí, até o início de fevereiro, as chuvas devem ocorrer de forma relativamente frequente e intensa. Em novembro, a região poderá receber quase o dobro das chuvas normais para o período. Em dezembro, também há previsão de precipitações acima da média. Já em janeiro, apesar da continuidade das precipitações, o mês deve terminar com acumulados abaixo da média climatológica. Já em fevereiro e março, a região dependerá apenas das precipitações de fim de tarde, associadas com o calor e que não atingem todas as áreas de interesse.
As informações são de Celso Oliveira, meteorologista da SOMAR Meteorologia.
Equipe CaféPoint
Mesmo irregulares, chuvas prosseguem até final do ano
O fenômeno El Niño ainda está relativamente fraco. Por isso mesmo, foram registradas chuvas fortes e generalizadas das últimas semanas, que induziram a florada. Até o fim de dezembro, a previsão é de precipitações irregulares e ligeiramente abaixo da média em algumas áreas, como o norte do Paraná e oeste de São Paulo. Entretanto, mesmo nestas regiões, não são esperados períodos muito prolongados com tempo seco.
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