Mesmo com chuvas oferta deverá se manter escassa

Com grandes oscilações durante a semana, as cotações do arábica encerraram a semana acumulando quedas, tanto nos mercados futuros como no físico. Em Nova York, na sexta-feira (24) o primeiro vencimento, dezembro/10, teve queda de 105 pontos, fechando a 180,60 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 322,12, com desvalorização de 0,44%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 2,27%.

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Com grandes oscilações durante a semana, as cotações do arábica encerraram a semana acumulando quedas, tanto nos mercados futuros como no físico.

Em Nova York, na sexta-feira (24) o primeiro vencimento, dezembro/10, teve queda de 105 pontos, fechando a 180,60 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para março/11 terminaram o pregão a 182,20 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 90 pontos frente as cotações da véspera.

Na semana, as desvalorizações dos contratos para entrega em dezembro/10 e março/11 foram de 0,74%.

Mesmo com a firmeza do mercado, as cotações para o arábica acumularam quedas na semana, puxada pela ocorrência de chuvas nas regiões produtoras brasileiras, o que pode significar a não redução da projeção da próxima safra brasileira.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O vencimento dezembro/10 teve queda de US$ 1,80, fechando a US$ 214,25 a saca. Os contratos com vencimento março/11 registraram desvalorização de US$ 1,60, fechando a US$ 215,60 a saca.

Na semana, a desvalorização do contrato para entrega em dezembro/10 foi de 1,40%.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

O dólar (PTAX) encerrou a sexta-feira com leve recuo de 0,42%, sendo cotado a R$ 1,7112.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 322,12, com desvalorização de 0,44%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 2,27%.

Segundo Escritório Carvalhaes, as chuvas e uma queda na correção de preços resolverão os problemas de curto prazo de alguns operadores mal posicionados, mas não irão alterar os estoques mundiais e os demais fatores que trouxeram o mercado para o patamar atual. Portanto, absorvido o impacto desta "nuvem de fumaça" da chegada das chuvas, os fundamentos deverão voltar a se impor e as cotações do café a refletir esse quadro de estoques baixos e equilíbrio precário entre produção mundial e consumo.

Consideramos o patamar atual de preços apenas uma correção saudável para compensar a perda do valor do dólar, os salários mais dignos para os trabalhadores e uma renda que estimule os cafeicultores em todo o mundo a permanecer na atividade, investir para melhorar a qualidade, aumentar a produtividade e conservar o meio ambiente. O aflitivo quadro de estoques baixos e produtores desestimulados, nada mais é que o resultado de anos e anos de preços contidos pela pressão de análises em cima do "preço histórico" do café, que ignora as imensas mudanças na economia mundial, no clima e nos hábitos de consumo.

Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint
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Carlos Eduardo de Andrade
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 27/09/2010

As colocações do artigo são muito pertinentes.A próxima safra de café do Brasil com chuva ou sem chuva no atual período será bem menor.
O mercado trabalha muito com o curto prazo e a maioria das pessoas que trabalham no mercado não entendem bem de fisiologia do cafeeiro.
O cafeeiro somente produz em ramos novos e que cresceram no ano anterior.
No brasil, mais importante do que estas chuvas que estão atrazadas ou em déficit para o atual momento foi a falta de chuvas que ocorreu nos meses de janeiro e fevereio deste ano, é no período chuvoso que os ramos crescem e no período chuvoso parssado,além da escassez de chuvas, tivemos também, temperaturas muito altas, acima de 25 gráus, o que leva o café arábica a fechar os estômatos e assim não fazer a fotossíntese e sem fotossíntese não há crescimentos de ramos e se não há crescimento de ramos, como não houve, a queda da próxima safra está garantida, ainda mais que coincide com uma safra que naturalmente já seria baixa.