Mercado físico brasileiro prejudicado pelo dólar

O balanço negativo em relação ao mercado físico brasileiro de café - embora na Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque os preços do arábica tenham subido - foi causado pelo dólar, que despencou ao longo de 2007 e retirou a possibilidade de uma recuperação dos preços no Brasil em moeda nacional. Como comparação, o contrato março na Bolsa de Nova Iorque para o arábica encerrou o ano de 2006 cotado a 127,95 centavos de dólar por libra-peso. Neste último dia 20 de dezembro, de 2007, o contrato março fechou a 133,70 cents/lb, ou seja, valorização do café de 4,5%. Entretanto, o dólar comercial fechou 2006 cotado a R$ 2,137, neste dia 20/12/2007 a cotação era de R$ 1,806, indicando queda no comparativo de 15,5%.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

O balanço negativo em relação ao mercado físico brasileiro de café - embora na Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque os preços do arábica tenham subido - foi causado pelo dólar, que despencou ao longo de 2007 e retirou a possibilidade de uma recuperação dos preços no Brasil em moeda nacional.

O mercado foi sustentado ao longo do ano pelo quadro de aperto na oferta em relação à demanda mundial com a modesta safra colhida este ano pelos produtores brasileiros.

Os "mercados de clima" também influenciaram o ano, de acordo com o analista Gil Barabach da Safras & Mercado. "O inverno chegou mais cedo e mexeu com o andamento do mercado, como não acontecia faz um tempo. O risco de geada sobre os cafezais foi mais evidente nesse ano. Assim, tivemos um "mercado de clima" com o inverno. Mas, sem geada ou danos aos cafezais, os preços recuaram. As atenções, então, se voltaram para a pós-colheita, mais especificamente sobre as floradas. Um novo "mercado de clima", que tem se mostrado, inclusive, mais determinante sobre o mercado do que o inverno".

O Brasil vai encerrar a temporada 2007/08 com estoques mínimos, e isso é um fator forte de sustentação aos preços. A safra do próximo ano não vai atingir seu potencial em função dos problemas climáticos, com destaque para a falta de chuvas até outubro, e o Brasil precisaria de uma grande safra em 2008 para a recomposição de estoques no mundo. Como comparação, o contrato março na Bolsa de Nova Iorque para o arábica encerrou o ano de 2006 cotado a 127,95 centavos de dólar por libra-peso. Neste último dia 20 de dezembro, de 2007, o contrato março fechou a 133,70 cents/lb, ou seja, valorização do café de 4,5%. Entretanto, o dólar comercial fechou 2006 cotado a R$ 2,137, neste dia 20/12/2007 a cotação era de R$ 1,806, indicando queda no comparativo de 15,5%.

Assim, o mercado físico brasileiro de café se viu sustentado por um período no acumulado positivo na Bolsa de Nova Iorque e por outro pressionado, negativamente e com mais intensidade, pelo dólar enfraquecido.

As informações são da Safras & Mercado.
Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Leonardo Bomtempo
LEONARDO BOMTEMPO

TIROS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 28/12/2007

Há um ano atrás comprávamos a tonelada do adubo 25-0-25 por R$ 640,00 (US$ 300), hoje compramos a R$ 960,00 ou US$ 542,00. O salário mínimo era R$ 350,00 ou US$ 164, hoje é R$ 380 ou US$ 214. Vendíamos café a R$ 300 e hoje podemos vender a R$ 260, ou seja, nosso poder de troca despencou, e dificilmente nossa produção continuará a subir. Será que não vai acontecer com o café o mesmo que ocorreu com o milho e soja, quem nem chegam mais a falar em cotações em dólares, ou iremos todos sair do mercado?