Mercado despenca diante de vendas especulativas

Os preços do café arábica despencaram nessa terça-feira (24) nos mercados futuros e físico. Em Nova York, os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 168,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1.480 pontos. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 304,11, com desvalorização de 6,49%, segundo o indicador Cepea/Esalq. Mercado despencou acompanhando a queda nos mercados de commodities, após divulgação de dados negativos da economia norte-americana, além de ser puxado também pelo grande número de vendas por parte de fundos.

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Os preços do café arábica despencaram nessa terça-feira (24) nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de 1.465 pontos, fechando a 166,85 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 168,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1.480 pontos frente as cotações da véspera.

O mercado do grão continuou pressionado pela proximidade da colheita da safra na Colômbia, que começa em 30 dias, e pela produção no Brasil. O dado que provocou a fuga dos investidores das bolsas de matérias-primas foi a forte queda, de 27,2%, nas vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, para o menor nível em 15 anos. Foi mais um atestado da fraqueza econômica do país, que vem acumulando indicadores negativos em vários setores. Fundos de investimentos, que já tinham começado a liquidar posições no café na véspera, aproveitaram a deixa e debandaram do mercado. A cotação, contudo, ainda acumula alta de 18,7% em 2010.

"Para mim, o movimento ocorreu com atraso", disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. "Toda semana, muito café do Brasil se torna disponível", completou. Mais de 80% da safra brasileira foi colhida.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em forte queda. O primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de US$ 14,00, fechando a US$ 209,30 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram desvalorização de US$ 16,10, fechando a US$ 199,20 a saca.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

O dólar encerrou esta terça-feira (24) com alta de 0,80%. A moeda norte americana foi cotada a R$ 1,772.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 304,11, com desvalorização de 6,49%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 1,14%.

O mercado interno acompanhou a forte queda dos preços da bolsa de NY. No Cerrado mineiro, o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor foi cotado a R$ 320,00, queda de R$ 10,00 (-3,03%) em relação ao dia anterior. Entretanto, não apareceram vendedores nesta terça-feira na região, ficando os negócios do dia zerados.

Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações da Agência Estado e O Estado de São Paulo
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João da Silva Neto
JOÃO DA SILVA NETO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/08/2010

Aproveito o espaço para relançar o analista Marcio sobre a analise do boletim acima -(Para mim, o movimento ocorreu com atraso", disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. "Toda semana, muito café do Brasil se torna disponível", completou. Mais de 80% da safra brasileira foi colhida) - relembro que ao menos por representar uma instituição juridica favor citar fontes muito café disponível??? movimento ocorreu com atraso ????
Giovani Damiano
GIOVANI DAMIANO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/08/2010

Utilizar estratégias de proteção no próprio mercado para evitar este tipo de oscilação ainda é a melhor ferramenta para gerenciar os riscos de preço. Não se pode afirmar o que vai acontecer com a bolsa, mas é possível fixar preços de produção. Podem ser criadas diversos tipos de estratégias, como, por exemplo, simultaneamente participar de altas e travar preços mínimos.
A pesquisa feita pelos professores Rodrigo Lanna e Sylvia Saes sobre a utilização deste tipo de ferramenta no mercado de café é esclarecedora. Procurar informações sobre isso e tirar as dúvidas não custa nada!
Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/08/2010

O mercado de robusta(conilon) é estranhíssimo, quando a life(Londres) sobe, os operadores da operação broca falam que o mercado interno de conilon independe da bolsa de Londres, quando essa mesma bolsa tem uma grande queda como ontem, esses mesmos individuos jogam o mercado interno para baixo, no caso atual, inferior ao custo de produção. Quando nós produtores de robusta iremos tomar uma decisão em relação a isso? Segundo os entendidos devemos unirmos em torno de coperativas, balela pura, pois os preços praticados por elas também são controlados pelos digníssimos operadores da operação broca,vide a Coabriel no norte do ES e a Cafesul no sul do ES. Eu sei que a Sincal não atua em nossa área, mas talvez seja a unica solução viável, pois pelo que eu vejo e leio essa entidade luta e muito pelo seu produto, o café Arábica.
João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/08/2010

De todos os intempéres a que o cafeicultor está exposto, a insanidade é a que mais o destrói. O que o mercado levou anos para conseguir, em um dia apenas, tudo vai por água abaixo. Se nossos políticos não têm tempo para a cafeicultura, agora na campanha para perpetuarem no poder é que não vão estar preocupados com o agronegócio. Precisamos de governantes interessados em nossas riquezas. A cafeicultura tem provado a séculos que é uma delas. Sorte para todos em mais essa turbulência!