Mercado de cafés especiais demanda baristas

Segundo a Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB), o Brasil deve se tornar até o ano que vem o maior mercado consumidor de café do mundo, superando os Estados Unidos. Boa parte desse crescimento pode ser atribuída ao mercado de cafés especiais, que, de acordo com a ACBB, cresce 20% ao ano no País. Nesse cenário, aumenta também a demanda por baristas, os mestres em preparar bebidas cujo ingrediente principal é o café.

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Segundo a Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB), o Brasil deve se tornar até o ano que vem o maior mercado consumidor de café do mundo, superando os Estados Unidos. Boa parte desse crescimento pode ser atribuída ao mercado de cafés especiais, que, de acordo com a ACBB, cresce 20% ao ano no País.

A associação aponta que esse interesse pode ser medido pela grande quantia de empresas da área que estão vindo para o Brasil, entre elas fabricantes de máquinas e lojas especializadas, como a americana Starbucks. ''Está havendo crescimento do mercado de cafés especiais em todo o mundo. É uma moda entre os jovens'', diz Geórgia Franco, diretora da ACBB e barista.

Nesse cenário, aumenta também a demanda por baristas, os mestres em preparar bebidas cujo ingrediente principal é o café. Esses profissionais não são apenas operadores de máquinas de café: altamente capacitados, eles preparam opções cada vez mais especializadas e refinadas para o freguês.

Cléia Junqueira, também diretora da ACBB, estima que o Brasil tem atualmente cerca de seis mil baristas realmente qualificados e especializados. ''Há mercado no Brasil inteiro e há possibilidade de bons salários na profissão'', diz Cléia.

Tramita atualmente no Congresso Nacional um projeto de lei para a regulamentação da profissão de barista no Brasil. A matéria propõe que o profissional deve possuir diploma de curso, em nível técnico ou equivalente, expedido por estabelecimento devidamente registrado no órgão competente, e submeter-se a cursos de especialização reconhecidos por órgãos de notório conhecimento na técnica e que estejam devidamente cadastrados junto a órgãos de fiscalização estatal. ''O profissional terá que passar por provas teóricas, práticas e sensoriais'', explica Geórgia.

A matéria é de Fábio Galão, publicada na Folha de Londrina-PR, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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