Mercado de café exige nova postura da Tristão

Assim como outras <i>tradings</i> brasileiras de café verde, a Tristão Comércio Exterior, está pressionada com a redução de volume de café movimentado e o investimento em logística.

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Assim como outras tradings brasileiras de café verde, a Tristão Comércio Exterior, está pressionada com a redução de volume de café movimentado e o investimento em logística. De um lado, o aumento da oferta de crédito agrícola e o crescimento do mercado interno fortaleceram, nos últimos dois anos, o poder de barganha de produtores. De outro, importadores como Nestlé, Folger e Kraft pressionam por menores preços, aproveitando a posição de maiores compradoras mundiais.

"Não se esperava produtor com tamanha capacidade de diluir comercialmente a produção, como ocorreu em 2006. Os produtores sempre foram o ponto mais fraco da cadeia quando se olhava pelo prisma da capacidade financeira. Só que uma série de fatores mudou esse quadro de maneira muito rápida e pegou os exportadores desavisados. As tradings, sanfonadas entre os produtores e os grandes importadores, perderam margem", explicou o empresário Sérgio Tristão.

Ao contrário de antigamente, quando os estoques eram mantidos pelas tradings, que compravam em períodos de baixo preço, hoje os produtores têm oferta de crédito que lhes permite manter maiores estoques por períodos mais longos, de modo a escoar a produção de acordo com a demanda.

No novo cenário, os produtores estocam o café para venda em período mais favorável, dando menos oportunidades às tradings. Para enfrentar essa nova fase, a empresa tenta otimizar as operações para recuperar a rentabilidade.

Segundo o executivo, o processo de otimização envolve a redução do volume de sacas movimentadas. A média anual de 2,4 milhões de sacas de 60 quilos embarcadas entre 2000 e 2004, caiu para 1,6 milhão em 2006.

"O volume deverá permanecer dentro da margem de 1,5 milhão a 2 milhões ao ano nos próximos anos. Calculamos que dentro desse volume temos maior eficiência, considerando nossa estrutura de armazéns e postos de compra nas regiões produtores", afirmou. Os principais destinos das exportações da trading são Europa e EUA, onde o café verde é processado para o consumo.

Outra medida para recuperar a rentabilidade está na redução do custo logístico. Em 2006, o Sepetiba Tecon, terminal de contêineres do Porto de Itaguaí (RJ), começou a embarcar sacas de café verde da Tristão. O contrato prevê a concessão de galpão do terminal para a trading capixaba, que investiu R$ 3 milhões em silos e equipamentos. No segundo semestre de 2006, o terminal movimentou 900 mil sacas de 60 quilos, o equivalente a 2,5 mil contêineres.

"Basicamente transferimos os nossos embarques do Porto do Rio para Itaguaí, onde temos uma estrutura mais enxuta de operação. O café vem de caminhão dos postos de compra, nas regiões produtoras, e segue até o terminal. Esperamos reduzir em 15% nosso custo logístico com a operação", disse.

As informações são do Jornal do Commercio - RJ.
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Alemar Braga Rena
ALEMAR BRAGA RENA

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/03/2007

Em tempo:

Referi-me ao fascismo latino-romano em outra oportunidade, neste site. Antes que me entendam mal, esclareço que é a mesma coisa que "a união faz a força". E isto está começando a acontecer. Bastou o governo dar uma forcinha com um pouco de crédito. Como milhares têm acesso a este site, gostaria de fazer um apelo aos cafeicultores: continuem segurando ao máximo o café, pois podemos perder um pouco mais, agora, mas ter algum retorno, a médio prazo. Diante dos que prometem, os salvadores da cafeicultura, e não agem, é a única arma que temos, o boicote!

Rena