No que se refere aos assuntos nacionais, foi discutida a criação do comitê de acompanhamento das medidas aprovadas pelo Governo Federal para a atividade. "Discutimos a criação de um grupo permanente para analisar a implementação das ações governamentais, considerando que, agora, cabe a todos, governo e lideranças do setor, gestões no acompanhamento da implantação dessas medidas", comentou.
Essa comissão será composta por representantes do Mapa, através da Secretaria de Produção e Agroenergia e da Conab; Ministério da Fazenda; Banco do Brasil; Bancoob; Febraban; e Banco Central. "Além disso, podem ser demandados - como convidados para as reuniões do comitê -, quando necessário, membros da Frente Parlamentar do Café e do BNDES", completou Melles.
Os assuntos ordenados para discussão dentro do grupo de acompanhamento também já estão definidos, sendo eles:
• Conversão das dívidas financeiras das linhas Funcafé - Dação em Pagamento e de Estocagem em produto físico, pelo valor referencial de R$ 261,69 (preço mínimo de garantia);
• Aquisição Governamental de Café, com aporte orçamentário de R$ 300 milhões do Funcafé;
• Prorrogação das dívidas das linhas de Custeio e Colheita por quatro anos;
• Liberação de R$ 100 milhões do Funcafé para as Cooperativas de Crédito renegociarem as dívidas de seus cooperados;
• Redução dos juros do Funcafé de 7,5% a 6,75% ao ano;
• Financiamento para Aquisição de Café (industriais e exportadores); e
• Liberação de R$ 100 milhões - de um total de R$ 300 milhões - do Funcafé para liquidação de dívidas vinculadas às Cédulas de Produto Rural (CPR's).
Atendendo a esse princípio, foi realizada, ainda ontem, a primeira reunião do comitê, cujos resultados poder ser vistos aqui no CaféPoint.
Considerando os pontos citados e explicados no Informativo, o deputado Carlos Melles fez a observação de que agora é o momento para que todos estejam aptos a receber as demandas dos cafeicultores de todo o Brasil. "Além do acompanhamento das ações implantadas, esta ação também tem o claro objetivo de dirimir todas as dúvidas e fazer com que as medidas tragam resultados concretos aos produtores", explicou.
Políticas externas - Em relação ao aspecto internacional discutido com o ministro Stephanes, o deputado relatou que a FPC, junto com Itamaraty e os Ministérios da Agricultura e de Relações Internacionais, deram início às ações de busca de entendimento e parceria com os principais países produtores, fato que culminou em uma reunião internacional dessas nações a ser realizada em nosso país. "Nesse encontro, discutiremos a essência da postura adotada pelo Brasil na última rodada de reuniões da OIC, em Londres, quando propusemos uma discussão sobre a sustentabilidade na cafeicultura mundial, embasada nos enfoques econômico, social e ambiental, desde que se pense primeiramente na sustentabilidade econômica, uma vez que, sem ela, as sustentabilidades sociais e ambientais inexistem", afirmou.
O deputado disse que foi muito positiva e vigorosa a resposta dos outros produtores presentes na reunião da Organização Internacional do Café. "Esse fato nos dá muita esperança, pois esses países mencionaram que sentiram a falta do Brasil atuando como o guia, o líder que sempre foi no direcionamento das políticas estratégicas no mercado mundial, principalmente no que diz respeito aos produtores", comemorou Melles.

As informações são do Gabinete do Senador Carlos Melles.
